Prossegue até o dia 21, a quinta etapa da campanha nacional de vacinação contra a gripe H1N1, que já se chamou de “suína”. Um balanço
anterior indicava que havia sido alcançada a meta de 100% na primeira etapa – destinada aos profissionais de saúde. Mas a etapa seguinte, direcionada para o público infantil, havia registrado uma pequena queda (96,77%). O terceiro momento revelou um baque mais preocupante, pois 79,39% das gestantes receberam suas doses. Nas etapas seguintes, os primeiros estudos indicavam alguma recuperação. E a campanha segue adiante, associada com a vacinação (de idosos) contra a gripe comum. Grosso modo, se poderia comemorar índices situados na faixa dos 90%, mas o histórico brasileiro de problemas com a saúde pública deve-nos fazer mais exigentes e cobradores irresignados dos 100% como índice básico. Sofrida tem sido a tragetória da vacina no Brasil. Um dos momentos dramáticos dessa história de luta pela saúde pública tem a ver com a luta contra a ignorância pública. O Brasil não pode olvidar dos tumultos da “Revolta da Vacina”, em oposição à vacinação obrigatória contra a febre amarela. Aquele episódio, ocorrido em 1904, sacudiu a então capital federal (Rio de Janeiro) e a agitação das ruas tiveram o apoio e engajamento de boa parte da mídia e das elites brasileiras num momento de elegia ao atraso e à estupidez. Graças a Osvaldo Cruz, e à decisão governamental acertada de não recuar na aplicação de uma medida correta e impopular, a rebelião contra a vacina foi sufocada (com apoio da polícia) e a febre amarela foi praticamente erradicada do Brasil. Hoje já não há mais campo para revoltas contra a vacina, mas há o risco do menosprezo, a desinformação, a irresponsabilidade. Daí ser fundamental não arrefecer na cobrança da radical meta mínima de 100%.
anterior indicava que havia sido alcançada a meta de 100% na primeira etapa – destinada aos profissionais de saúde. Mas a etapa seguinte, direcionada para o público infantil, havia registrado uma pequena queda (96,77%). O terceiro momento revelou um baque mais preocupante, pois 79,39% das gestantes receberam suas doses. Nas etapas seguintes, os primeiros estudos indicavam alguma recuperação. E a campanha segue adiante, associada com a vacinação (de idosos) contra a gripe comum. Grosso modo, se poderia comemorar índices situados na faixa dos 90%, mas o histórico brasileiro de problemas com a saúde pública deve-nos fazer mais exigentes e cobradores irresignados dos 100% como índice básico. Sofrida tem sido a tragetória da vacina no Brasil. Um dos momentos dramáticos dessa história de luta pela saúde pública tem a ver com a luta contra a ignorância pública. O Brasil não pode olvidar dos tumultos da “Revolta da Vacina”, em oposição à vacinação obrigatória contra a febre amarela. Aquele episódio, ocorrido em 1904, sacudiu a então capital federal (Rio de Janeiro) e a agitação das ruas tiveram o apoio e engajamento de boa parte da mídia e das elites brasileiras num momento de elegia ao atraso e à estupidez. Graças a Osvaldo Cruz, e à decisão governamental acertada de não recuar na aplicação de uma medida correta e impopular, a rebelião contra a vacina foi sufocada (com apoio da polícia) e a febre amarela foi praticamente erradicada do Brasil. Hoje já não há mais campo para revoltas contra a vacina, mas há o risco do menosprezo, a desinformação, a irresponsabilidade. Daí ser fundamental não arrefecer na cobrança da radical meta mínima de 100%.
Olá Val Cabral
ResponderExcluirEu já tomei, vacinei as minhas netinhas (uma inclusive com menos de 1 ano) e, como profissional da área de saúde, sinto muito pelas pessoas que não prentendem tomar. E sinto muito por aquelas que correm o risco de contraírem a patologia, e, pior, de transmití-la para aqueles que, por algum motivo, seja de saúde ou burocrático, não puderam tomar a vacina.
Lamento por aqueles que estão distribuindo mensagens paranóicas com informações desencontradas via internet visando influenciar sem muito conhecimento sobre esta doença.
Sandra Bastos
Quando surgiram as vacinas da varíola, e da pólio, a SALK e a SABIN, a polêmica foi um verdadeiro pandemônio. Ainda hoje existem sequelados que tiveram pais medrosos que os impediram de se vacinar. Já viu um sequelado de sarampo? Nós, que temos acesso a informações e podemos debater esse assunto, não deveríamos dar o exemplo de que nem sempre o desconhecido é o MAL? Procure pesquisas sérias e pense ainda que, apesar da pandemia do passado, essa vacina não foi oferecida, porque justamente, ainda não estava clinicamente testada. Pessoas morreram porque ainda não se podia aplicá-la. Agora que ela está sendo oferecida, e sabendo que a gripe ainda circulará pelo mundo por 2 anos... Qual deveria ser nossa atitude?
ResponderExcluirRonaldo Tavares
Tem muita gente que se recusa a tomar a vacina, por acreditarem que ela é nociva a saúde. E isto não é verdade.
ResponderExcluirA vacina contra Influenza H1N1 é segura. Ela foi devidamente testada. Antes de ser aplicada aqui no Brasil, esta vacina já foi utilizada em mais de 300 milhões de pessoas no Hemisfério Norte, sem efeitos colaterais graves.
A vacina é segura e cumpre muito bem a sua função, sua eficiência é de 95%. Não há nenhum registro comprovado que desqualifique essa informação. o que existe são especulações, e de acordo com nossa responsabilidade não podemos trabalhar com boatos e teorias.
Washington Reis
Não tomei ainda, essa parada de faixa etária é caô, quem chegar no posto de saúde pedindo eles aplicam, tenho uma aluna que é enfermeira e me disse isso.
ResponderExcluirFlávio Barreto
Oi Val Cabral
ResponderExcluirJá tomei, foi tudo bem e não deu nenhum efeito colateral. Inclusive, todos na minha família já tomaram, e estão bem.
Lilian Góes
Acho q as pessoas ficam inventando polêmica.. ano passado reclamavam que nao tinha a vacina, esse ano tem e o povo fica botando defeito. Pode tomar que nao tem perigo, o máximo q pode acontecer é vc ter a reação, ficar resfriado durante um dia ou dois e só.. mas vc estará imune.. muito pior é se arriscar a ficar doente, nao lembra como foi ano passado?? as pessoas adoeciam e morriam rapidinho com a gripe. Se a vacina fosse ruim os primeiros a serem vacinados nao seriam os profissionais da saúde.
ResponderExcluirMaria Helena Rios