Depois de décadas de acumulação de problemas, o lixo urbano de Itabuna parece que se acomoda sem ter perspectiva de um tratamento adequado
. Infelizmente, numa reafirmação da tragédia social brasileira, esse indispensável recurso ambiental assume a feição surrealista, como numa caricatura social, de jogar no lixo oportunidades de renda para muitas famílias. Merece atenção especial esse aspecto posto não ser mero detalhe. A “catação de lixo” virou único meio de sobrevivência para incontáveis famílias em todo o Brasil e em Itabuna esse cenário não é diferente. Mão-de-obra repugnante, nociva à saúde e degradante, dá a “sustentabilidade” para legiões de desempregados que têm nessa coleta insalubre o mais parecido com inclusão econômica (e não social, posto a evidente marginalização vivida por este grupo). Há de se entender, no trato deste problema, ser essa forma de trabalho uma ocorrência antiga que, pelo menos em Itabuna, ganhou ares de atividade “permanente” desde a instalação do chamado “Lixão de Ferradas” e até uma comunidade, a “Favela do Lixão” foi montada nas circunvizinhanças das montanhas de dejetos que foram sendo acumulados durante décadas. Insana contradição, os sobreviventes do (pelo) lixo abrigam-se em áreas potencialmente valiosas, muito bem situadas num dos vetores mais promissores do ponto de vista agrícola. Desbravaram aquela área ao longo desses anos convivendo com a exalação fétida emanada de toneladas de material em decomposição. Hoje o avanço civilizatório, ironicamente, deslocou-os do trabalho e os manteve como vizinhos do lixão agora inservível. Algo além de discursos precisa ser feito pelo poder público, com urgência, para que essas vidas não sejam atiradas ao lixo.
. Infelizmente, numa reafirmação da tragédia social brasileira, esse indispensável recurso ambiental assume a feição surrealista, como numa caricatura social, de jogar no lixo oportunidades de renda para muitas famílias. Merece atenção especial esse aspecto posto não ser mero detalhe. A “catação de lixo” virou único meio de sobrevivência para incontáveis famílias em todo o Brasil e em Itabuna esse cenário não é diferente. Mão-de-obra repugnante, nociva à saúde e degradante, dá a “sustentabilidade” para legiões de desempregados que têm nessa coleta insalubre o mais parecido com inclusão econômica (e não social, posto a evidente marginalização vivida por este grupo). Há de se entender, no trato deste problema, ser essa forma de trabalho uma ocorrência antiga que, pelo menos em Itabuna, ganhou ares de atividade “permanente” desde a instalação do chamado “Lixão de Ferradas” e até uma comunidade, a “Favela do Lixão” foi montada nas circunvizinhanças das montanhas de dejetos que foram sendo acumulados durante décadas. Insana contradição, os sobreviventes do (pelo) lixo abrigam-se em áreas potencialmente valiosas, muito bem situadas num dos vetores mais promissores do ponto de vista agrícola. Desbravaram aquela área ao longo desses anos convivendo com a exalação fétida emanada de toneladas de material em decomposição. Hoje o avanço civilizatório, ironicamente, deslocou-os do trabalho e os manteve como vizinhos do lixão agora inservível. Algo além de discursos precisa ser feito pelo poder público, com urgência, para que essas vidas não sejam atiradas ao lixo.
Val Cabral
ResponderExcluirPor causa da exclusão social, principalmente, as pessoas são obrigadas a conviverem e sobreviverem dos restos e do lixo.
Um sistema politico e econômico que não consegue garantir os direitos fundamentais (educação, saúde, moradia, lazer) à sociedade, alias nenhum sistema politico consegue isso, mas nos países subdesenvolvidos principalmente a distancia das camadas sociais é muito grande, os ricos enriquecem cada vez mais enquanto os pobres são mais pobres.
Por outro lado a falta de educação é sinónimo de falta de oportunidades, sem educação hoje, é difícil conseguir um emprego, principalmente formal, (emprego formal é sinônimo de estabilidade, o que permite planejamento para gastos com educação, vivienda, assim uma aposentaduria) entre maior a educação, formação de uma pessoa, maior serão suas oportunidades na sociedade capitalista, então como vimos agora pouco, o governo não garante uma boa educação, então seus cidadão estarão propensos à uma vida difícil.
Lembra quando falei lá encima que pela exclusão social principalmente? é porque também existem pessoas' trabalhando em lixões' não por falta de oportunidade, mas ou melhor por exclusão social mas também por isolamento social, não é difícil encontrar pessoas com família, parentes ou que tiveram um bom trabalho antes da vida no lixão, é por causa do envolvimento com drogas e álcool, que levam ou melhor tiram da pessoa a dignidade, a vontade de viver, fazendo com que essas pessoas não vivam mais sim sobrevivam sem nenhuma expectativa de vida.
Outro assunto é que a exclusão somente tende a aumentar devido a explosão demográfica das comunidades mais carentes, enquanto uma familia rica tem de 2 a 3 filhos, uma familia pobre pode ter de 6 a 8, ás vezes nem familia constituida, apenas mãe, então o número aumentará já que a exclusão fará perte dessas crianças e já no nascimento se sentiram excluídas sem procurarem melhores condições de vida, sendo que não poderão na maioria dos casos estudar por levar a vida no lixão e ajudar a sustentar sua numerosa familia.
Carlos de Melo
É lamentável que nossos governantes não tenham se interessado em resolver o problema que são as pessoas que, infelizmente, estão sobrevivendo do lixo em Itabuna.
ResponderExcluirÉ preciso que nosso prefeito promova políticas públicas de emprego digno para estas pessoas.
Lourival Monteiro
Amigo Val Cabral
ResponderExcluirMe dar muita tristeza ver na imprensa, crianças e idosos "trabalhando" no lixão. Acho que nossas autoridades deveriam se envergonhar disso. Guilherme Santos
Bom dia! os politicos deveriam se envergonhar disso... falta educaçao e oportunidade pra essas pessoas etc, etc, etc... os politicos estao nem ai e nem esta chegando para o que acontece com o Brasil e com a polulaçao brasileira!!! a realidade do Brasil é essa ai! o que sera feito? quem vai fazer alguma coisa? perca de tempo! Quem confiar e investe no Brasil? quem?
ResponderExcluiré mais facil colocar a culpa nos politicos, do que assumir que a culpa é nossa; pois quem colocou os politicos lá foram nós através dos nossos votos; agora se voce acha que por ter votado em branco ou anulado ou seu voto te exclui da responsabilidade, esta muito enganado. vamos minha gente, reaja, mostre o que não esta sendo feito. mostre através da imprensa, reuna-se com aqueles que se sente indiganado e faço protesto, passeata até a coisa ser resolvida; isto é democracia, ou voce acha que aquelas cidade que ja resolveram estes problemas, foram por que la os politicos são melhores que o nossos; claro que não, lá as pessoas tiraram o trazeiro do sofá e tomaram inaciativas; agora se voce não tem inaciativa, coragem, tempo ou que isso não é com voce, va assisitir a sua novela e continue sonhando com o "politico encantado" que irá resolver todos os problemas da cidade.
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