"Eu nasci há dez mil anos atrás". Com esta frase o nosso poeta baiano, Raul Seixas, nos alertou para m
uitas coisas que hoje estão acontecendo, principalmente nos grandes centros urbanos. Estamos vivendo tempos difíceis e não podemos desfrutar de alguns prazeres que outrora vivenciávamos.Vou tentar passar as minhas experiências de vida, quando éramos felizes e não sabíamos: A minha infância foi passada no interior e em Fazendas, já que meu pai era Admistrador de uma grande Patrimonial. Naquela época, iniciada no final da década de 1936, vivíamos sem os medos de hoje. As pessoas se respeitavam mais e os mais velhos cooperavam com os pais das famílias, seus vizinhos, na educação e orientação dos filhos. As cadeias das cidades abrigavam poucos detentos, sendo a sua maioria de apenas ladrões de galinhas e de poucos outros tipos de criminosos. É lógico que a população era bem menor do que a atual e muita gente residia na zona rural e não como hoje que o homem teve que abandonar o campo e vir, sem a mínima qualificação, tentar a sorte nas cidades. Os únicos vícios daquela época eram o álcool e o fumo e os jovens, depois dos 18 anos, começavam a freqüentar a ZBM (zona do baixo meretrício), mas com a grande preocupação de passarem despercebidos para não chegar ao conhecimentos dos pais. As moças não fumavam em via pública, somente as prostitutas o faziam, bem como não bebiam tanto como fazem hoje, e a iniciação sexual delas não era livre como hoje, em sua maioria somente com o casamento. O terceiro sexo era bem restrito, sendo contado nos dedos de uma mão os gays de uma cidade e nunca ouvir falar em lésbicas, razão pela qual não sobrava tanta mulher como hoje em dia, pois está faltando homens. Que saudade me dá daquele tempo, quando brincávamos na porta de casa até às 21:00hs, enquanto nossos pais e os mais velhos colocavam cadeiras no local e o papo rolava, ao tempo em que nos vigiavam. Fazíamos os nossos brinquedos: patinetes de rolimãs, bolas de papo de peru ou de meia, bodoques, etc, etc, As meninas confeccionavam suas bonecas com retalhos de panos. Os namoricos eram ingênuos e não exagerados como hoje, quando os jovens se agarram em qualquer lugar e momento, não se importado com nada. Se uma garota era mais atrevida sofria discriminação da turma e os pais proibiam seus filhos de andarem com ela. O tempo passou, a modernidade e a tal globalização conseguiram modificar todos os nossos hábitos e as coisas estão tomando rumos quase impossíveis de se conviver: Os jovens, em sua maioria, não respeitam os mais velhos; não se levantam para cederem o lugar nos transportes coletivos a um idoso ou deficiente físico; começam a fumar e a beber prematuramente de 12 anos em diante; a iniciação sexual também está ocorrendo muito cedo e a quantidade de meninas que abortam ou se tornam mães muito cedo é assustadora, embora disponham de tantos meios anticonceptivos; os casamentos pouco duram e a troca de casais é muito significativa, sendo comum uma mulher casar-se duas ou três vezes e ter filhos de todas essas uniões, o que gera uma desorganização familiar enorme. Mas o maior perigo começou no inicio dos anos 70, o uso de drogas. Inicialmente com o cigarrinho de maconha, o famoso baseado, depois teve necessidade de coisas mais fortes e veio a cocaína, o LSD, a heroína, anfetaminas e, por último, a droga que está sendo o flagelo da nossa juventude, o CRACK, que é a borra da cocaína, está sendo a droga mais usada, pois é barata e provoca efeitos anormais e vicia com maior facilidade, na medida que mata muito mais rápido. As cadeias de todas as cidades estão superlotadas de homens e mulheres, sendo a maioria de traficantes ou viciados em drogas e diariamente os noticiários estampam uma quantidade enorme de mortes por uso de drogas ou em confrontos com a polícia e até entre eles mesmos, disputando pontos de distribuição de drogas. O cidadão de bem não sabe mais o que fazer: está desarmado foi forçado a entregar sua arma de defesa para o governo; teve que se cercar de muitos dispositivos de seguranças (cachorros, alarmes, cerca elétrica, câmeras, grades, rastreadores, etc, etc). Não pode dar bobeira quanto a seu veículo, estão roubando mais de 10 por dia em Salvador; não pode estacionar com segurança nas ruas e até nos Shoppings; não pode ir ao banco sacar dinheiro, a tal saidinha bancária está em moda; não pode andar de ônibus, são assaltados mais de 5 por dia; se der bobeira na Internet os marginais limpam as contas correntes e compram até carros em seu nome. Estamos no mato sem cachorros, desarmados e sem segurança, pois não há policia suficiente para nos proteger e muitas vezes temos medo até da própria polícia, pois vemos com freqüência o envolvimento de maus policiais com o crime organizado. FINAL DOS TEMPOS... onde vamos parar??? (Edison Ramos Vieira).
uitas coisas que hoje estão acontecendo, principalmente nos grandes centros urbanos. Estamos vivendo tempos difíceis e não podemos desfrutar de alguns prazeres que outrora vivenciávamos.Vou tentar passar as minhas experiências de vida, quando éramos felizes e não sabíamos: A minha infância foi passada no interior e em Fazendas, já que meu pai era Admistrador de uma grande Patrimonial. Naquela época, iniciada no final da década de 1936, vivíamos sem os medos de hoje. As pessoas se respeitavam mais e os mais velhos cooperavam com os pais das famílias, seus vizinhos, na educação e orientação dos filhos. As cadeias das cidades abrigavam poucos detentos, sendo a sua maioria de apenas ladrões de galinhas e de poucos outros tipos de criminosos. É lógico que a população era bem menor do que a atual e muita gente residia na zona rural e não como hoje que o homem teve que abandonar o campo e vir, sem a mínima qualificação, tentar a sorte nas cidades. Os únicos vícios daquela época eram o álcool e o fumo e os jovens, depois dos 18 anos, começavam a freqüentar a ZBM (zona do baixo meretrício), mas com a grande preocupação de passarem despercebidos para não chegar ao conhecimentos dos pais. As moças não fumavam em via pública, somente as prostitutas o faziam, bem como não bebiam tanto como fazem hoje, e a iniciação sexual delas não era livre como hoje, em sua maioria somente com o casamento. O terceiro sexo era bem restrito, sendo contado nos dedos de uma mão os gays de uma cidade e nunca ouvir falar em lésbicas, razão pela qual não sobrava tanta mulher como hoje em dia, pois está faltando homens. Que saudade me dá daquele tempo, quando brincávamos na porta de casa até às 21:00hs, enquanto nossos pais e os mais velhos colocavam cadeiras no local e o papo rolava, ao tempo em que nos vigiavam. Fazíamos os nossos brinquedos: patinetes de rolimãs, bolas de papo de peru ou de meia, bodoques, etc, etc, As meninas confeccionavam suas bonecas com retalhos de panos. Os namoricos eram ingênuos e não exagerados como hoje, quando os jovens se agarram em qualquer lugar e momento, não se importado com nada. Se uma garota era mais atrevida sofria discriminação da turma e os pais proibiam seus filhos de andarem com ela. O tempo passou, a modernidade e a tal globalização conseguiram modificar todos os nossos hábitos e as coisas estão tomando rumos quase impossíveis de se conviver: Os jovens, em sua maioria, não respeitam os mais velhos; não se levantam para cederem o lugar nos transportes coletivos a um idoso ou deficiente físico; começam a fumar e a beber prematuramente de 12 anos em diante; a iniciação sexual também está ocorrendo muito cedo e a quantidade de meninas que abortam ou se tornam mães muito cedo é assustadora, embora disponham de tantos meios anticonceptivos; os casamentos pouco duram e a troca de casais é muito significativa, sendo comum uma mulher casar-se duas ou três vezes e ter filhos de todas essas uniões, o que gera uma desorganização familiar enorme. Mas o maior perigo começou no inicio dos anos 70, o uso de drogas. Inicialmente com o cigarrinho de maconha, o famoso baseado, depois teve necessidade de coisas mais fortes e veio a cocaína, o LSD, a heroína, anfetaminas e, por último, a droga que está sendo o flagelo da nossa juventude, o CRACK, que é a borra da cocaína, está sendo a droga mais usada, pois é barata e provoca efeitos anormais e vicia com maior facilidade, na medida que mata muito mais rápido. As cadeias de todas as cidades estão superlotadas de homens e mulheres, sendo a maioria de traficantes ou viciados em drogas e diariamente os noticiários estampam uma quantidade enorme de mortes por uso de drogas ou em confrontos com a polícia e até entre eles mesmos, disputando pontos de distribuição de drogas. O cidadão de bem não sabe mais o que fazer: está desarmado foi forçado a entregar sua arma de defesa para o governo; teve que se cercar de muitos dispositivos de seguranças (cachorros, alarmes, cerca elétrica, câmeras, grades, rastreadores, etc, etc). Não pode dar bobeira quanto a seu veículo, estão roubando mais de 10 por dia em Salvador; não pode estacionar com segurança nas ruas e até nos Shoppings; não pode ir ao banco sacar dinheiro, a tal saidinha bancária está em moda; não pode andar de ônibus, são assaltados mais de 5 por dia; se der bobeira na Internet os marginais limpam as contas correntes e compram até carros em seu nome. Estamos no mato sem cachorros, desarmados e sem segurança, pois não há policia suficiente para nos proteger e muitas vezes temos medo até da própria polícia, pois vemos com freqüência o envolvimento de maus policiais com o crime organizado. FINAL DOS TEMPOS... onde vamos parar??? (Edison Ramos Vieira).
Bom dia! Ha onde vamos parar? eu tambem gostaria de saber... viver num Paìs ha onde a esperança de dias melhores nao existe ou é impossivel porque todo o sistema que segura, movimenta e que faz com quer um Paìs se desenvolva nao existe aqui! a policia, os politicos, os vizinhos, os amigos... sao coruptos, sao bandidos, desonesto... ha onde vamos parar?...
ResponderExcluirMas como Deus é divino, ele me deu discernimento suficiente. E me fez perceber que a educação de antes era tão ruim quanto a de hoje. Que memorizar fatos absurdos é uma agressão contra a memória. Que respeito não é imposto, e sim conquistado, por uma boa relação com o aluno e assim como os alunos daquele tempo deixavam a escola, por gostarem de pular corda, e brincar de amarelinha, os alunos atuais também. Só que os tempos mudaram e trocam se realmente a escola, pelos vídeos games e computação. È até mais interessante...
ResponderExcluirMeu Pai , quando ligava a televisão e via os homossexuais casando nos EUA, saia comentando dentro de casa “Mas meu Deus é fim de mundo” !!! Homossexuais sempre existiram, se o mundo era pra se acabar que terminasse lá desde o período romano e eu fico feliz com os gays se aparecendo na televisão, nada contra. O diverso tem que se encarado como algo interessante e sério.
ResponderExcluirO que está havendo penso que é uma grande mudança na civilização ( um purgatório provisório), exatamente em seus pilares sociais. Não há conflitos /Existe apenas a necessidade de mudar .Não há desencontro/Apenas mudança de rumo.
ResponderExcluirO que precisamos apenas é encontrar o fio da meada, que perdemos não sei em que momento da história...
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