Trief

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8 de março de 2010

CORAÇÃO É A PRINCIPAL CAUSA DE MORTE ENTRE AS MULHERES

No dia Internacional da Mulher, a Sociedade Brasileira de Cardiologia / Seção Bahia faz um alerta para a grande incidência de doenças cardiovasculares na população feminina. As mulheres conseguiram conquistar a independência financeira, a liberdade de expressão e em diversos aspectos que tornaram suas vidas melhores. Todas essas conquistas trazem satisfação, mas esse ritmo acelerado provoca uma série de prejuízos que pode comprometer, inclusive, a saúde do coração. A partir dos anos 60, com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, e consequentemente com maior exposição ao estresse, fumo e maus hábitos alimentares, a taxa de mortalidade por causa de doenças cardiovasculares em mulheres rapidamente se elevou. No Brasil esse índice elevou de 10% para 25% nos anos 60 e 70. Dados recentes publicados pela Organização Mundial de Saúde mostram que as cardiopatias respondem por um terço das mortes entre mulheres do mundo todo, isso significa 8,5 milhões de óbitos por ano e mais de 23 mil por dia; e 30% das mortes femininas no país são ocasionadas por doenças cardiovasculares. Entre as principais causas desses números, está a dificuldade feminina em controlar o peso, os níveis de colesterol e a pressão alta. Tanto a hipertensão quanto o colesterol alto comprometem os vasos sanguíneos, causando problemas de circulação, principalmente a formação de coágulos. O processo de envelhecimento aumenta os riscos para essas doenças, principalmente após o período da menopausa. A fase mais crítica para as mulheres é depois dos 45 anos de idade. Isso porque o ritmo acelerado de sua jornad a dupla ou tripla acaba afastand o-a de hábitos saudáveis, como manter uma dieta bem equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar o sal, controlar os níveis de estresse e fazer um check-up anualmente. Os fatores de risco afetam as mulheres de forma diferente do que nos homens. Por exemplo, o diabetes colabora com um risco maior de incidência de tais enfermidades no sexo feminino, em relação ao sexo masculino. Outros fatores são próprios das mulheres, como o uso de anticoncepcionais, particularmente para os casos de AVC, diabetes da gestação, hipertensão arterial, disfunção tireoidiana, entre outros. A fibrilação atrial, uma arritmia cardíaca, quando presente é um importante risco para o AVC, especialmente em mulheres idosas. Ainda que no passado, o tabagismo fosse um risco menor para as mulheres, hoje é similar ao dos homens. Só nos anos 90, trabalhos começaram a chamar atenção para peculiaridades do corpo e do coração feminino. Com relação ao diagnóstico das doenças ca rdiovasculares, existe também uma dificuldade em identificar uma dor cardíaca não coronária, mais frequente entre as mulheres, daquela que indica a presença da dor coronária, representada pela angina do peito. A mulher demora a reconhecer o ataque cardíaco. Uma em cada cinco vítimas apresenta a clássica dor no peito que irradia para o braço esquerdo relatada pelos homens. Pode haver sensação de exaustão, náusea, pontadas no estômago, pressão no peito e falta de ar. ATENÇÃO AOS SINTOMAS: A mulher confunde esse quadro com angústia, dor nas costas ou atribui o mal estar a um esforço físico que tenha feito. E quando a dor, a angina, está presente, nem sempre é valorizada. Por não suspeitar de infarto, ela custa a procurar ajuda. Outro fator são as características anatômicas. As artérias da mulher chegam a ter um calibre até 15% menor, o que aumenta as dificuldades técnicas na hora dos procedimentos, como a angioplasti a, em que um balão é levado a té a obstrução e inflado para abrir o caminho. A doença coronariana também é diferente. Na mulher, as placas de gordura se depositam nos vasos de maneira mais difusa, o que nos exames pode dar a impressão de obstrução não importante. Devido a essas diferenças, a incidência de resultados errados no teste de esforço chega a ser quatro vezes maior entre as mulheres. Em geral, a mulher tem dez anos a mais do que o homem quando sofre um infarto. A adoção de uma alimentação saudável, além da perda de peso, são fatores fundamentais para a prevenção das cardiopatias. O consumo excessivo de álcool também pode ocasionar sérios problemas cardíacos, incluindo derrame cerebral.

Um comentário:

  1. SÓ MORRE DO CORAÇÃO QUEM QUER. É SÓ SE CUIDAR!!

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