Já se falou que a Bahia não é para iniciantes. E não é exclusivamente no campo da política, es
tende-se para as mais variadas áreas da interpretação acadêmica ou mesmo no entendimento da prática sem caráter científico. Um dos berços da nordestinidade, portanto da própria formação brasileira, trata-se de um Estado rico em formação cultural, em suas tradições, mas também em suas renovações, mesmo considerando a pobreza a que está submetido a maioria do povo baiano. Mas por aqui é de tal complexidade a formação antropológica que não é possível interpretar a Bahia através de simplificações acadêmicas esquemáticas. Aliás, esquemas não ser vem para entender nada em lugar algum. Eles são unicamente primos irmãos do sectarismo e da artificialidade científica. O peso deste Estado pode ser medido através de diversos exemplos inclusive pelo fato de ter produzido inúmeros quadros da política brasileira. Uma quantidade expressiva de intelectuais de projeção nacional em vários ramos da cultura, a grande maioria muito pouco enquadrados nos conceitos bem definidos pelas linhas oficiais ou oficiosas do estabelecido. Os baianos são em geral politicamente incorretos, a despeito das suas opções ideológicas ou mesmo partidárias. No entanto, há na Bahia bem mais espinhos que flores. Digamos que prevalece mesmo a aridez no meio ambiente político e social. O que é uma pista razoável do porque aqui veio a ser uma destacada escola da política nacional. Misturam-se riqueza, opulência, fino trato, violência com a miséria absoluta, com tal simplicidade e aparente naturalidade que até parece ser coisa inevitável. Um caldeirão de antagonismos e paisagens luxuriantes é a fotografia da Bahia de ontem e a de hoje mesmo. E se Joana a Francesa, do Cacá Diegues, tivesse que ser refilmado, à moda do cinema americano, só seria necessário alterar novos elementos da engenharia e arquitetura. O que precisa a Bahia não é bem mudar a grande riqueza da sua cultura, mas a maneira determinada de como se mantêm intactas as seculares e injustas estruturas econômicas, sociais e políticas.
A Bahia com Wagner está uma droga! nada tem funcionado bem neste desgoverno de jaques Wagner e ainda tem baianos ingênuos e pelegos, querendo que a Bahia permaneça sendo maltratada com essa gente do PT.
ResponderExcluirGutemberg Matos