Trief

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10 de janeiro de 2010

VALORES INVERTIDOS

Enquanto muitos de nós comemorávamos a chegada de 2010, outros sofriam, choravam e até mesmo viraram o ano se lamentando com uma cena não tão “comum”, diria eu nesta mesma e igual proporção, que dias atrás, nas vésperas do ano-novo, castigou o Sudeste brasileiro. Acompanhamos nos noticiários as lamentáveis manchetes dadas das fortes chuvas que assolaram Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, e causou verdadeiros estragos acompanhados de enchentes, destruindo famílias, acabando com lares e a esperança de um 2010 mais alegre e feliz. Como será que essas famílias encararam os próximos fins de ano? Certamente com algumas lembranças tristes, outras chorando a morte de alguns entes queridos qu e se foram nestas enxurradas. Na verdade essa é uma reação da natureza para com a ação humana, ouvi muitos me relatarem que “é castigo de Deus, eles lá (os atingidos) fizeram por merecer, e nós não”. Não acredito neste determinismo que muitos julgam ser divino, pois acho que não somos marionetes de Deus, ou até mesmo ele não teria uma “cadernetinha”, onde anota as ações de cada um e consequentemente as punições que serão a nós aplicadas. Acredito sim, que a natureza ela segue a lei da “ação e reação”. Para toda uma ação humana com a natureza, existe uma reação da mesma para com o homem, pois a mãe natureza cada dia que se passa sofre modificações, danos e muita poluição, por muitos que querem brincar de criador. Não é que seja como muitos dizem “castigo”, mas uma forma de auto-defesa do meio ambiente. “O sertão vai virar mar. Dá no coração o medo que algum dia o mar também vire sertão”, já nos dizia a canção, ou até mesmo a profecia de Antônio Conselheiro, pelo jeito, como as coisas, ou melhor, os caminhos traçados pelos homens, e as falsas promessas de mudanças, como foi o caso do acordo da conferência de Copenhagen, leve a esses desastres ecológicos. Posso dizer que fomos abençoados por poder receber o ano que chegou, apesar de que em alguns lugares do nosso País com desastre, mais algumas ameaças de chuvas por aqui, pudemos aproveitar. Com chuva ou não, noticiou a imprensa de Itabuna 15 fugas de presos e assassinatos são contados diariamente na cidade. Espero que esse ano de 2010 que aos poucos adentra em nossas vidas, faça em nós um despertar para a realidade sócio-ambiental, e que a nossa consciência acorde e nos dê coragem para encarar a vida com menos consumismo e mais responsabilidade. Com certeza outros desastres como esse, que assustadoramente vêm ocorrendo, não apenas no Brasil, mas no mundo, não tornará a acontecer, ceifando assim as vidas que ha bitam a “Mãe Terra”.

5 comentários:

  1. Brasil prefere remediar a prevenir desastres naturais.
    O Brasil gastou dez vezes mais com reparos causados por desastres naturais do que com a prevenção.

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  2. Jamais estaremos preparados para estes acontecimentos, antigamente dizia-se que o Brasil não tinha terremoto, maremoto e outros tormentos e hoje nos deparamos com tudo isso. É o fim dos tempos!

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  3. O Brasil foi literalmente construído aos trancos e barrancos. Nunca houve um plano de urbanização que respeitasse os limites da natureza. Com isso, a natureza se sentiu sufocada e as tragédias se tornaram inevitáveis, conflito costumeiramente repetido na história e que não há dinheiro público que resolva.

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  4. Sabemos que a natureza pode a qualquer momento colocar a nossa segurança em perigo, então acredito que com o conhecimento que temos poderiamos tomar muitas medidas preventivas.

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  5. Estes desastres naturais sempre ocorreram. O que acontece é que não tinham tanta divulgação como hoje. As populações eram menores, portanto menos pessoas atingidas. O homem ainda não tinha agredido tanto a natureza. Os morros não eram tão ocupados. As regiões mais baixas ainda não tinham sido aterradas. Então cada vez mais estes desastres vão ser maiores. Com mais pessoas atingidas. Quanto a estar preparado, acho que nenhuma cidade ou país estará suficientemente preparado.

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