Trief

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10 de janeiro de 2010

PT ARTICULA CHAPA COM EX-CARLISTAS AO SENADO

Um xeque-mate nos adversários. É este o objetivo de uma ala governista e de petistas que, nos bastidores, considera a possibilidade de uma chapa para a reeleição do governador Jaques Wagner que agregue, quem diria, nada menos que dois ex-carlistas de peso para a disputa ao Senado: o senador César Borges (PR) e o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) Otto Alencar, que está prestes a se filiar ao PP. Para contrabalançar a carga oriunda do carlismo, a deputada federal Lídice da Mata (PV) entraria como vice. “Seria um tiro de morte para as duas outras candidaturas, sobra o que para eles?”, disse uma fonte governista. Contudo, o plano de composição, cujo único objetivo é dificultar a vida dos adversários, é visto como pouco factível. TEMOR -De um lado, há um temor de que a chapa “pesada”, como definiu um aliado do governador, afaste o eleitorado tradicional de centro-esquerda que se identifica com as forças que levaram o petista à vitória. E, por outro lado, o senador César Borges, a noiva mais cobiçada pelos três candidatos ao governo, temeria uma recusa do seu nome por parte da militância de centro-esquerda , ainda que no plano nacional, por ora, o seu partido atual já esteja com o presidente Lula. Circula entre pessoas próximas do senador que ele também temeria a perda de seu eleitorado tradicional, identificado com a centro-direita. Não só isso: se César Borges optar pelo caminho ao lado do governador, o DEM já avisou que vai lançar candidatura à reeleição do senador ACM Júnior. A hipótese dificultaria e muito a vida de Borges nas eleições, pois ele entraria em uma bola dividida com ACM Júnior, já que ambos possuem eleitorado do mesmo time. POSSÍVEIS CHAPAS - No f inal das contas, a despeito de os arranjos dependerem fundamentalmente ainda do jogo de alianças nacionais em torno das candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e José Sera (PSDB), neste início do ano eleitoral, três conjeturas de chapas se apresentam como mais prováveis. Um cenário de chapa à releição do governador Jaques Wagner desponta com o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), como vice. E os dois nomes ao Senado seriam o de Otto Alencar e o de Lídice da Mata. ÚNICA VAGA - O secretário do Planejamento Walter Pinheiro, bem avalia do em pesquisas quantitativas e qualitativas, continua correndo por fora para a disputa ao Senado, mas fato é que o governador já disse a aliados próximos que, na chapa majoritária, a única vaga para o PT é a do governador e as demais devem servir às composições. Quanto ao cenário mais provável para o ex-governador Paulo Souto (DEM), fala-se do deputado federal João Almeida (PSDB) como vice. Ao Senado, entrariam como candidatos César Borges (PR) e o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM). Outro nome para o Senado além de ACM Júnior (DEM), caso Borges não componha com os democratas, seria o do ex-prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy (PSDB). Já em relação ao ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), por enquanto, conjetura-se como vice o presidente do PSC, Eliel Santana. Para o Senado, o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), e o empresário João Cavalcanti (PMDB). Desenho indefinido - Secretário de Comunicação do governo estadual, Robinson Almeida prefere não discutir sobre possíveis cenários para a chapa de Wagner. “Nada disso tem desenho definido. O governador tem dito que só tem uma vaga acertada, a do PP, com Otto Alencar. As outras serão definidas na frente partidária”. Geddel disse que não teve ainda nenhuma conversa com partidos para a formação de chapa. “Não falamos em nomes agora”, reforçou seu irmão, presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima. (Lília de Souza).

5 comentários:

  1. Se esta chapa se confirmar, será a primeira vez em 30 anos de filiação ao Partido dos Trabalhadores que votarei em candidatos ao senado de outro partido, mas jamais em gente que representa tristes lembranças, como é o caso de César Borges e Oto Alencar.

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  2. Uma névoa envolve todo esse esquema de “alianças” da turma da direita com a da esqueda. Estratégia de alianças repetidas no país que deu continuidade a promíscua prática de corrupção e não pragmatismo político.

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  3. A Bahia governada por Jaques Wagner e os partidos da base de sustentação, incluindo o pt estão absolutamente corretos na articulação de colocar as liderança políticas do estado em sua chapa... qual o resultado disso na eleição? Ganhar no primeiro turno e contribuir na aliança nacional para a vitória da ministra Dilma.

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  4. Agora, só restam para vocês que reclamam, chorar no pé do cabôclo. Viva a Bahia de Jaques Wagner!!!

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  5. ESTA COMPOSIÇÃO Q WAGNER ESTÁ QUERENDO FAZER É EQUIVOCADA, NEM CESAR BORGES E MUITO MENOS OTTO ALENCAR TEM DENSIDADE POLITICA,OU SEJA VOTOS SUFICIENTES PARA SOMAR A POSSIVEL REELEIÇÃO DE WAGNER.
    CESAR BORGES É UMA CRIA DE ACM QUE ASSIM COMO VÁRIOS OUTROS NÃO CONSEGUI TER LUZ PRÓPRIA, PORTANTO JÁ ESTÁ MORTO POLITICAMENTE, PROVA DISTO É QUE NÃO CONSEGUI SE ELEGER PREFEITO DE SALVADOR MESMO TENDO O APOIO MACIÇO DO CARLISMO, QUANDO GOVERNADOR NÃO CONSEGUI FAZER DO SEU IRMÃO O PREFEITO DE JEQUIÉ ONDE LÁ A FAMILIA BORGES É BASTANTE CONHECIDA. NESTA ELEIÇÃO CESAR BORGES SEPULTA A SUA CARREIRA POLITICA, ASSIM COMO WALDECK ORNELAS, TOURINHO, BENITO GAMA E OUTROS MAIS. QUANTO AO OTTO ALENCAR, FIGURA INSOSSA, ARROGANTE E TOTALMENTE DESCONHECIDO DO POVO BAIANO NADA TENHO A COMENTAR DE UMA PESSOA NULA EM GENERO, NÚMERO E GRAU.
    É BOM WAGNER PENSAR EM UM NOME MAIS CONSISTENTE SE QUISER FAZER ALGUM SENADOR PARA APOIA-LO NO SENADO CASO SEJA REELEITO.

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