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6 de janeiro de 2010

POLÍCIA PARALISA SERVIÇOS POR 24 HORAS NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA

A polícia baiana vai parar mais uma vez. Segundo o secretário geral do Sindicato dos Policiais Civis do estado (Sindpoc), Bernardino Gayoso, a partir da próxima segunda-feira (11) será realizada uma paralisação de 24 horas em todas as delegacias do estado. O objetivo é o de pressionar o governo a nomear os concluintes do curso de formação em 2009 e de realizar concurso público para substituir os funcionários Reda que atualmente trabalham na área de segurança pública. Segundo Gayoso, a paralisação foi decidida nesta quarta-feira (06), após uma reunião com os secretários de Segurança Pública, César Nunes, e de Justiça, Nelson Pellegrino. Esta deverá ser a primeira de uma série de atividades que o Sindpoc programou para o início de 2010. “A paralisação foi deliberada em uma assembleia geral realizada no dia 10 de dezembro, mas foi confirmada apenas hoje. Os secretários alegaram que a lei de responsabilidade fiscal os impede de fazer a convocação dos policiais Mas se o estado já gastou R$ 3 milhões para treinar os concursados, porque agora não os convoca?”, afirmou Gayoso. O secretário geral do Sindpoc também afirmou que os funcionários Reda prejudicam o trabalho na área de segurança do estado. “Os funcionários Reda precisam ser substituídos imediatamente. Atualmente há delegacias no interior que não possuem um único policial civil. São servidores públicos e policiais militares que fazem o trabalho de investigação. E eles não estão preparados para isso. Estamos mobilizados e prenderemos todos aqueles que não são qualificados e estão trabalhando como policiais”. Gayoso afirmou ainda que as condições de trabalho oferecidas impedem que os policiais consigam desenvolvam um bom trabalho. “São 6500 presos nas delegacias de todo o estado. Não possuímos gente suficiente para isso. Se todos os concluintes do curso de formação fossem convocados ainda sim teríamos um déficit de 2300 homens. Temos de escolher entre tomar conta de criminosos ou fazer nosso trabalho, que é investigar os crimes”. Durante a paralisação serão realizados apenas os serviços de prisão em flagrante, atendimento as vitimas de estupro e remoção de corpos vitimas de morte violenta. Como se trata de um serviço essencial, 30% do efetivo permanecerá em atividade. Uma nova paralisação foi programada para o dia 28 de janeiro. (Thiago Pereira).

4 comentários:

  1. A realidade é uma só... a corporação policial está funcionando a própria sorte, sem o devido amparo por parte do poder público. De um lado nós temos uma polícia despreparada para atuar sob pressão, com equipamentos e suporte deficitários, contingentes insuficientes nas ruas, armamento e proteção ultrapassados... a bandidagem sempre está cinco passos a frente... a culpa é do poder público, que não investe na segurança pública... resultado é o que todo mundo já sabe... marginais mandando nas ruas, policiais vão para ruas usando 38 enquanto os bandidos usam automáticas...

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  2. Nós que somos cidadãos, temos que contar com a sorte para não morrer, porque não podemos andar armados e ao mesmo tempo nos é negado o direito de segurança... quer dizer esse paradoxo coloca a sociedade no fogo cruzado, onde a maioria dos mortos são pessoas que nada tem a haver com o crime.

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  3. Até agora não precisei da polícia, mas se eu precisar talvez não tenha essa oportunidade, mas se eu puder usar um arma para me defender, eu usarei...

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  4. E enquanto houver omissão do poder público, dificilmente a questão será minimizada na esfera militar, também é preciso reestruturar toda a Polícia Militar dos Estados.

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