Trief

Trief

8 de janeiro de 2010

A NATUREZA VIVA TAMBÉM CAUSA MORTES

Como a reafirmar sua supremacia absoluta sobre o homem, o clima, nessa virada de ano, tem intensificado suas demonstrações de força. No exato momento onde a intelectualidade global se esforça por demonstrar cientificamente um dramático quadro de aquecimento global, nevascas rigorosas como nunca castigam o hemisfério Norte, e ao Sul do Equador, especialmente no Brasil, chuvas torrenciais fazem estragos e vítimas. Deixando de lado, por um momento, a tragédia gelada ao Norte (e suas reflexões contraditórias sobre as apocalípticas teses radicais do aquecimento universal), devemos dar a devida atenção aos acontecimentos dolorosos que têm chocado o Brasil. Dentre os danos causados pelas surpreendentemente intensas chuvas de verão dos dias em curso, causou fundo impacto o soterramento de uma pousada na paradisíaca região carioca de Angra dos Reis. As mortes decorrentes desse dramático acidente chamam a atenção para os (conhecidos) riscos da ocupação das áreas de encosta em boa parte do Brasil. Os poderes públicos precisam prestar mais atenção às normas para construções nessas áreas, posto ser público e notório que boa parte das encostas, especialmente as distribuídas ao longo do litoral brasileiro, não são rochosas. Argilosos, “barro puro”, como diriam os cronistas populares, esses morros, oferecem perigos tão evidentes quanto a beleza de suas paisagens, seja pelas vistas panorâmicas descortinadas do alto dos planaltos, seja pela cobertura de vegetação que, em boa parte dessas áreas, ainda sobrevive em tributo à exuberância da flora brasileira. Frágeis, essas barreiras têm sofrido ao longo das décadas, a ação deteriorante do homem. A tragédia de Angra dos Reis deve fazer despertar as autoridades brasileiras e novos procedimentos necessitam ser adotados enquanto ainda é tempo, antes que a natureza, suprema, cobre sua conta.

3 comentários:

  1. Não é de hoje que é impossível prever e controlar o tempo. Não é de hoje também que tragédias naturais matam muita gente.

    ResponderExcluir
  2. Não há nada de inédito nas tragédias que vivemos hoje. Os desastres dos maias e dos acadianos foram causados por eventos de uma intensidade que o homem moderno nunca viu, mas é 100%certo que tais catástrofes ocorrerão novamente...

    ResponderExcluir
  3. Embora naturais, esses eventos climáticos radicais são, de fato, ameaçadores e podem causar grandes danos. Estamos, então, correndo o risco de extinção? Nem tanto.Mas, sem dúvida, há com o que se preocupar.

    ResponderExcluir

Comente no blog do Val Cabral.

Publicidade: