Todos os dias você liga a televisão, lê o seu jornal, ouve rádio e fica esmagado pelas coisas que aconteceram na sua cidade e nos outros lugares
do mundo. Um avião super moderno desapareceu repentinamente e caiu e matou centenas pessoas. Conflitos no Oriente mostram diariamente centenas de mortos deixando muitas lágrimas e muita dor entre os familiares. O filho único de um casal foi acometido por um tumor cerebral maligno, a quantidade de milhares de pessoas que foram vitimas de acidentes de trânsito em 2008, é impressionante. Causou-me grande tristeza a cena de um senhor em choro profundo com o corpo morto de um dos seus dois filhos assassinados covardemente por traficantes no bairro São Pedro e sofria a dor dilacerante da perda de seus dois filhos inocentes. Suas preciosidades desapareceram para sempre. De repente, como num pesadelo, a vida dessas pessoas se transforma em minutos. Diante de todo o sofrimento, no desespero de sua dor, fiquei me perguntando: “Por que Deus permitiu isso?”. O problema do sofrimento sempre abala profundamente o ser humano, especialmente quando atinge pessoas boas, dignas e inocentes. Desde o tempo de Jó que essa pergunta é feita em todos os momentos das tragédias humanas. Terremotos, maremotos, vulcões, exemplos da natureza rebelde, levam milhares de pessoas ricas e pobres, boas e más. Por que? É um eterno mistério. Concluímos que vida é um brilhante jogo de contrastes. E no momento da dor, do sofrimento, o que reanima o ser humano que tem fé, é saber que o Cristo também sofreu inocente e está a nos dizer: “Venha, pega a sua cruz e me siga”. Esse assunto do sofrimento humano é profundamente debatido por todas as religiões. Acredito na tese de muitos teólogos que existe uma “aleatoriedade” no Universo. O Cristo costumava dizer: “Estou com você todos os dias”. Porém, Ele não interfere no comportamento do ser humano que age de acordo com a sua própria personalidade. O homem é livre nas suas atitudes. Deus é mistério. Muitos homens estudaram exaustivamente a causa do sofrimento humano e não encontraram explicações convincentes. O próprio Cristo morreu em plena juventude e a morte cortou todos os seus laços para a vida, a luz do sol, a primavera, o afeto das pessoas, a gratidão dos humildes e nós não sabemos explicar por que tanto sofrimento para salvar a humanidade. A paz que procuramos constantemente está no silêncio, na prece e na reflexão. E diante do sofrimento que ataca a vida das pessoas, aos que crêem em Deus, resta a esperança de que não estamos abandonados, pois foi o próprio Cristo que nos anima a dizer: “Nunca desespere”.
Vc foi profundo; foi na raiz do problema. Parabéns porisso. Artigos assim é que me vicia em acessar seu blog todos os dias. É o primeiro que abro logo pela manhã e isto me faz mais informado e sobretudo, despertado para assuntos que nunca me chamaram a atenção, mas que exigem o refletir de todos nós.
ResponderExcluirFrancisco Lemos de Carvalho
Essa foto me fez sentir um peso enorme no coração. Por instante, me sentir como se eu fosse parente deste pobre e infeliz cidadão. É como se no col,o dele estivesse um filho meu. Porque sei o quanto essa dor deve ter sido dilacerante e o quanto essa violência está descontrolada em nossa cidade, a ponto de não distringuir suas vítimas...
ResponderExcluirWellington Santiago da Silva