O presidente da OAB/BA divulgou nota de “apoio irrestrito” à Secretaria de Segurança Pública do estado pelo que denominou de “medidas utilizadas par
a assegurar a Paz Social, a manutenção do Estado de Direito e à Ordem Pública” (sic). Jamais a OAB, em nenhum lugar ou época, chegou a tanto! Foi, no mínimo, açodada, descontextualizada e subserviente. A garantia da ordem pública é dever institucional do Estado. Quem cumpre seu dever (e nem sempre bem), não faz nada de extraordinário ou que mereça “apoio irrestrito”. A Ordem não deve, pelo equilíbrio que deve ter, pela respeitabilidade e pela garantia dos valores dos quais é guardiã, manifestar solidariedade a aparelho policial, mormente se ele é alvo de investigação do Ministério Público com o apoio da Defensoria estadual, pelas violências que comete. Nas tais medidas elogiadas, morreram uma dezena e meia de pessoas, a pretexto de ter havido confrontos... Terá sido a nota um aval, e sua emissão destinada a desmerecer investigações? A Bahia é o estado onde a polícia mais prende, julga e executa. A OAB não deve manifestar solidariedade a quem, no dia seguinte, pode cometer violência contra seus membros. Nesse ritmo, vamos ler notas elogiando o Corpo de Bombeiros por apagar tantos incêndios, a hospitais por salvarem tantas vidas, a Embrapa pelo resultado de suas pesquisas, as escolas pelo ensino que ministram, ao governo pelas obras que faz, etc., etc. Que não esqueçam as professoras, mesmo as que dançam o “Todo Enfiado”... Nossa OAB não pode ser subserviente a tribunais ou autoridades, sob pena de enlamear a sua história, perder o respeito que lhe é devido ou, como no caso relatado, endeusar o aparelho policial. (Dr. Roque Aras - foto - www.roquearas.com.br).
a assegurar a Paz Social, a manutenção do Estado de Direito e à Ordem Pública” (sic). Jamais a OAB, em nenhum lugar ou época, chegou a tanto! Foi, no mínimo, açodada, descontextualizada e subserviente. A garantia da ordem pública é dever institucional do Estado. Quem cumpre seu dever (e nem sempre bem), não faz nada de extraordinário ou que mereça “apoio irrestrito”. A Ordem não deve, pelo equilíbrio que deve ter, pela respeitabilidade e pela garantia dos valores dos quais é guardiã, manifestar solidariedade a aparelho policial, mormente se ele é alvo de investigação do Ministério Público com o apoio da Defensoria estadual, pelas violências que comete. Nas tais medidas elogiadas, morreram uma dezena e meia de pessoas, a pretexto de ter havido confrontos... Terá sido a nota um aval, e sua emissão destinada a desmerecer investigações? A Bahia é o estado onde a polícia mais prende, julga e executa. A OAB não deve manifestar solidariedade a quem, no dia seguinte, pode cometer violência contra seus membros. Nesse ritmo, vamos ler notas elogiando o Corpo de Bombeiros por apagar tantos incêndios, a hospitais por salvarem tantas vidas, a Embrapa pelo resultado de suas pesquisas, as escolas pelo ensino que ministram, ao governo pelas obras que faz, etc., etc. Que não esqueçam as professoras, mesmo as que dançam o “Todo Enfiado”... Nossa OAB não pode ser subserviente a tribunais ou autoridades, sob pena de enlamear a sua história, perder o respeito que lhe é devido ou, como no caso relatado, endeusar o aparelho policial. (Dr. Roque Aras - foto - www.roquearas.com.br).
Os caras se apoderam da OAB da Bahia, para se servirem em seus interesses excusos e inconfessáveis.
ResponderExcluirSe a OAB da Bahia se faz de instrumento da cegueira do Direito e da Justiça e ainda se coloca na situação de suspeição em sua obrigação de seriedade, honestidade e ética... o demais é o que menos importa, para nossa sociedade se ver refém dos homens e mulhres indignas das instituições constituídas.
Pedro Gomes de Almeida
Se um dia eu tiver que enumerar cinco homens de bem na Bahia, o Dr. Roque Aras, com absoluta certeza, deverá configurar na relação dos primeiros!
ResponderExcluirGilberto Sales