Trief

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20 de setembro de 2009

NOSSAS CONTRADIÇÕES CORRIQUEIRAS

Na extensa praia, em plena manhã de primavera, um caranguejo corria na areia em companhia de sua mãe. Observando o filho, a mãe logo o corrigiu: não corra de lado! Andar para frente é muito mais adequado. O jovem caranguejo respondeu sem demora: "claro, mamãe, quero aprender. Mostre como se anda para a frente e eu ando atrás de você." A fábula é simples mas nos oferece motivos de profundas reflexões em torno da educação das novas gerações. Movidos pelo desejo de preparar os filhos para que sejam os cidadãos responsáveis da sociedade de amanhã, muitas vezes não nos damos conta de que estamos tentando educar só com teorias, sem o exemplo nobre. As palavras, sem dúvida alguma, são importantes, mas o exemplo vale mais. Nesse contexto, é comum observarmos muitas contradições por parte dos adultos de hoje. Enquanto se fala sobre a ecologia, enfatizando-se que é importante que os animais silvestres sejam mantidos em liberdade no meio em que nasceram, vemos filmes e novelas mostrando esses animais mantidos em cativeiros como bichos de estimação. Enquanto faz-se campanha para que a população não faça uso da auto medicação, tomando remédios por conta própria, vemos uma grande quantidade de propagandas de remédios que prometem curas instantâneas para quase todos os males, incentivando o consumidor a comprá-los. Enquanto rolam as campanhas contra as drogas, as telas exibem comerciais bem elaborados de cigarro e de bebidas alcoólicas, que são tão prejudiciais, ou mais, que outras drogas proibidas. Enquanto se fala em inibir a prostituição, mais se apela para a exposição de corpos semi-nus como apelo ao comércio, na divulgação de qualquer produto. E embora a população fale da necessidade de conter a onda de violência que invade o mundo, os jogos, desenhos e filmes infantis violentos chegam facilmente às nossas crianças. Enquanto falamos mal da corrupção e da ganância, ensinamos aos nossos filhos, pelo exemplo, que o que importa é ter coisas ao invés de cultivar as virtudes do ser, numa inversão incontestável de valores. E assim, de contradição em contradição, vamos teorizando acerca de um mundo melhor, sem nos darmos conta de que é preciso ensinar na prática. A exemplo do filhote de caranguejo, os nossos filhos também desejam andar para frente, mas é preciso que caminhemos adiante deles, mostrando-lhes o rumo certo que devem seguir. De nada vale dizer-lhes que sigam por determinado lugar, enquanto insistimos em tomar caminhos escusos. Eles, por nos amarem e confiarem em nós, seguirão sempre os nossos passos.

3 comentários:

  1. Um cavaleiro muito garboso, inteligente insatisfeito com sua solidão, com seu pequeno mundo, resolveu conhecer mundos e criaturas, em seu cavalo preto saiu a procura de novos horizontes.Tudo começou quando ele , numa noite , teve um sonho, no sonho uma fada, linda , saindo de fumaças surgiu e o acordou e falou- Cavaleiro solitário, amanhã você terá que ir ao encontro da sua grandeza, não se contente com sua pequenez, pegue seu cavalo, o preto e vá, preste atenção nas armadilhas, nas mensagens , nas provas que surgirão no caminho
    No dia seguinte, o Cavaleiro Solitário depois deste sonho tão intenso e real tomou uma decisão , de agora em diante não seria mais um Cavaleiro Solitário, infurnado na sua pequenez, iria com o seu cavalo, preto, a desbravar o mundo à procura do seu reino.
    Assim começa a saga do Cavaleiro Solitário que nos proporciou a existência desse maravilhoso blog!!
    Isabel Bastos

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  2. É... o decorrer do tempo reporta-nos ao tempo em que, com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, éramos muito felizes! Eu também sonho muitas vezes, mesmo acordado, com esse tempo. E quando me embrenho no "Baú" das minhas recordações apenas visito os compartimentos das coisas boas mas tenho a certeza que há por lá algumas coisas tristes e más. Mas isso continua fechado a sete chaves e serve apenas como alerta para que a história não se repita...
    Um abraço
    Juliano Cordeiro

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  3. Adoro a melancolia do inverno. todos os elementos conjugados, tal como fazem de nós mais humanos e estamos em maior comunhão com a natureza se gostarmos do que ela tem para nos dar. não compreendo as pessoas que dizem "detesto o inverno!", ou "raios partam a chuva", porque tudo é bom. se faz sol, óptimo, podemos andar à vontade, mas se faz chuva, ótimo também, porque é bom para as plantas, porque a nossa casa nos sabe melhor... e se nevasse, bom pretexto para batalhas de bolas de neve! temos de aprender a viver com tudo o que temos, e apesar de gostar do verão e das férias, fico feliz com a chegada do outono e do inverno. excelente post! beijinhos
    Beatriz Santos

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