ROUBO DE CACAU ASSUSTA AGRICULTORES NO SUL DA BAHIA - As delegacias não re
gistram grande número de queixas, mas o roubo em fazendas de cacau está assustando os agricultores do sul do Estado pela ousadia dos ladrões, que sabem que a polícia e as delegacias nos municípios são desaparelhadas e o policiamento na zona rural é deficiente. Uma das vítimas, o produtor Eusínio Lavigne Gesteira relata que em sua fazenda, a Lembrança da Sorte, em Uruçuca, já ocorreram três furtos este ano. “Três ou quatro homens entraram atirando para intimidar, arrombaram o armazém e levaram o que encontraram”, diz o produtor, que teve um prejuízo de quase R$ 6 mil com o furto de 18 sacos de cacau. Além dos prejuízos com o furto e danos materiais na fazenda, a violência atinge também as pessoas que trabalham em regime de parceria, que estão indo embora com medo. Para o produtor, a falta de estrutura nas delegacias, o desemprego e a facilidade para vender o cacau são os principais fatores para o problema. Lavigne diz que não é tanto o preço, mas a facilidade para comercializar o produto o que mais atrai os ladrões, porque os compradores não procuram saber a origem do cacau que estão negociando. Para não despertar suspeitas, eles vendem os sacos aos poucos. Chapa de aço – Eusínio disse que, por falta de segurança, reforçou a porta do armazém com chapa de aço, que resiste às investidas dos ladrões sempre com o uso de um pé-de-cabra. Também colocou um vigia, que é mais outro obstáculo. Mas muitos produtores já falam em organizar milícias. Para Izidoro Gesteira, presidente do Sindicato Rural de Ilhéus, a polícia deveria fazer rondas contínuas nos locais com maior tráfego do produto. O presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC), Henrique Almeida, diz que não tem recebido informações sobre furtos ou roubos de cacau. A única informação que teve, através da internet, foi a de um roubo de 10 sacos de cacau, na fazenda do produtor João Amorim, no distrito de Japu, em Ilhéus. O chefe do setor de Investigação da delegacia de Uruçuca, Antônio Roberto Nascimento Santos, afirma que no início do ano houve três ocorrências de arrombamentos de barcaças e armazéns de cacau em fazendas do município, mas não houve confronto. O escrivão da delegacia de Furtos e Roubos de Itabuna, Wanderley Ramos dos Santos, diz que o número de queixas é pequeno. “Tivemos o furto de um caminhão com 250 sacos, no final de junho, mas caminhão e carga foram recuperados”. Já a titular da delegacia de Furtos e Roubos de Ilhéus, Andréa Oliveira, reconhece que sua delegacia está desaparelhada, mas tem trabalhado como pode para identificar um grupo que vem assaltando fazendas no município. “Só tenho quatro agentes para dar conta de tudo que acontece no município. A única viatura está quebrada e só dispõe de R$ 300 de gasolina para rodar o mês todo”, diz ela. Mesmo assim, sua equipe se deslocou no fim de semana passada para o distrito de Japu e já identificou alguns dos integrantes do grupo que está roubando cacau. “A gente tem alguns nomes, que eu já vou intimar para ouvir na delegacia e devo pedir a prisão preventiva deles”, disse a delegada. (Ana Cristina Oliveira)
gistram grande número de queixas, mas o roubo em fazendas de cacau está assustando os agricultores do sul do Estado pela ousadia dos ladrões, que sabem que a polícia e as delegacias nos municípios são desaparelhadas e o policiamento na zona rural é deficiente. Uma das vítimas, o produtor Eusínio Lavigne Gesteira relata que em sua fazenda, a Lembrança da Sorte, em Uruçuca, já ocorreram três furtos este ano. “Três ou quatro homens entraram atirando para intimidar, arrombaram o armazém e levaram o que encontraram”, diz o produtor, que teve um prejuízo de quase R$ 6 mil com o furto de 18 sacos de cacau. Além dos prejuízos com o furto e danos materiais na fazenda, a violência atinge também as pessoas que trabalham em regime de parceria, que estão indo embora com medo. Para o produtor, a falta de estrutura nas delegacias, o desemprego e a facilidade para vender o cacau são os principais fatores para o problema. Lavigne diz que não é tanto o preço, mas a facilidade para comercializar o produto o que mais atrai os ladrões, porque os compradores não procuram saber a origem do cacau que estão negociando. Para não despertar suspeitas, eles vendem os sacos aos poucos. Chapa de aço – Eusínio disse que, por falta de segurança, reforçou a porta do armazém com chapa de aço, que resiste às investidas dos ladrões sempre com o uso de um pé-de-cabra. Também colocou um vigia, que é mais outro obstáculo. Mas muitos produtores já falam em organizar milícias. Para Izidoro Gesteira, presidente do Sindicato Rural de Ilhéus, a polícia deveria fazer rondas contínuas nos locais com maior tráfego do produto. O presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC), Henrique Almeida, diz que não tem recebido informações sobre furtos ou roubos de cacau. A única informação que teve, através da internet, foi a de um roubo de 10 sacos de cacau, na fazenda do produtor João Amorim, no distrito de Japu, em Ilhéus. O chefe do setor de Investigação da delegacia de Uruçuca, Antônio Roberto Nascimento Santos, afirma que no início do ano houve três ocorrências de arrombamentos de barcaças e armazéns de cacau em fazendas do município, mas não houve confronto. O escrivão da delegacia de Furtos e Roubos de Itabuna, Wanderley Ramos dos Santos, diz que o número de queixas é pequeno. “Tivemos o furto de um caminhão com 250 sacos, no final de junho, mas caminhão e carga foram recuperados”. Já a titular da delegacia de Furtos e Roubos de Ilhéus, Andréa Oliveira, reconhece que sua delegacia está desaparelhada, mas tem trabalhado como pode para identificar um grupo que vem assaltando fazendas no município. “Só tenho quatro agentes para dar conta de tudo que acontece no município. A única viatura está quebrada e só dispõe de R$ 300 de gasolina para rodar o mês todo”, diz ela. Mesmo assim, sua equipe se deslocou no fim de semana passada para o distrito de Japu e já identificou alguns dos integrantes do grupo que está roubando cacau. “A gente tem alguns nomes, que eu já vou intimar para ouvir na delegacia e devo pedir a prisão preventiva deles”, disse a delegada. (Ana Cristina Oliveira)
A INSEGURANÇA NO INTERIOR DA BAHIA ESTÁ DEIXANDO NOSSO POVO MUITO PREOCUPADO E APREENSIVO.
ResponderExcluirO GOVERNADOR JAQYES WAGNER NECESSITA TOMAR SÉRIAS E URGENTES PROVIDENCIAS PARA SOLUCIONAR OS PROBLEMAS DE SEGURANÇA NO ESTADO DA BAHIA.
SERÁ QUE ELE NÃO ENERGA QUE LOGO HAVERÁ ELEIÇÕES E QUE O POVO NÃO ACEITARÁ A MANUTENÇÃO DESTE ESTADO DE CALAMIDADE NA ÁREA DE SEGURNAÇA?
CHEGA DE VIOLÊNCIA...
CHEGA DE WAGNER.
JORGE CORDEIRO CAMPOS
Além da praga da vassoura de bruxa, os cacauicultores são obrigados a conviver com essa situação de insegurança.
ResponderExcluirE o governo não bota a polícia para trabalhar.
Por isso é que os bandidos se encorajam a fazer o que querem na Bahia.
Sérgio Vieira