Trief

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7 de julho de 2009

DEMARCAÇÃO DE TERRAS REUNE ENTRE PREFEITOS E AMURC - A questão da demarcação das 47 mil hectares de terra entre as regiões de Buerarema, Una, São José da Vitória e Ilhéus, foi a pauta de uma reunião realizada no final da tarde desta segunda-feira (6), na sede da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (AMURC) e contou com a presença da advogada da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) Wanessa Mello, de representantes da Comissão de Agricultores das áreas afetadas pela demarcação. A intenção do encontro foi buscar soluções conjuntas para a questão que envolve diretamente os quatro municípios, que tem seu território incluído na demarcação proposta pela FUNAI. Com base nas informações da Comissão de Agricultores uma ampla discussão foi gerada em torno de assuntos que não estavam bem esclarecidos para os prefeitos. A advogada da FAEB explicou sobre as estratégias jurídicas a serem adotadas e explanou sobre os trâmites administrativos e o embasamento jurídico que deve ser dado às ações em curso. Estiveram presentes ao encontro os prefeitos de Ilhéus Newton Lima, de Una Djair Birchiner e de São José da Vitória, Jeová Nunes, além do presidente da Amurc e prefeito de Uruçuca Moacyr Leite, que mediou a reunião. O prefeito de Ilhéus Newton Lima, destacou os pontos políticos que já foram desencadeados junto as autoridades estaduais e federais, no intuito de chamar atenção desse problema e a luta em buscar soluções para o conflito agrário. Outro ponto destacado por Newton, foi quanto a questão do impacto socioeconômico que a demarcação dessas terras vão causar aos municípios envolvidos na demarcação de terra. Os municípios que estão envolvidos na demarcação de terra proposta pela FUNAI, decidiram a partir dessa reunião contestar o laudo antropológico e intensificar os contatos políticos, a fim de buscar apoio e adesão ao pedido de arquivamento da proposta da demarcação das terras. O presidente da Amurc Moacyr Leite, vai encaminhar em nome da entidade, um pedido de audiência com o Governador Jaques Wagner, com o intuito de que o estado reforce este apoio pelo arquivamento do processo. Outro ponto definido neste encontro é que as ações serão em duas frentes: “Contestar administrativamente e juridicamente o laudo antropólogo e empenhar-se politicamente para que o processo seja revertido”. Explicou Moacyr.

Um comentário:

  1. ESSA DEVE SER MAIS UMA TENTATIVA DE QUERER COLOCAR OS ÍNDIOS COMO OS VILÕES DA HISTÓRIA! DANTAS

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