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Natal Itabuna

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Trief

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19 de fevereiro de 2009

SEJAMOS SEMPRE SEM PAPAS NA LÍNGUA - Sempre acreditei que o silêncio ensurdece, quando o grito se retrai e um nó entala o meio da garganta. Por isso minha conhecida opção por ser irrequietamente “sem papas na língua”! “Quem cala consente.” Ao contrário da idéia que representa este ditado popular, quem cala não consente. Quem cala sente. Sente medo, sente raiva, sente muito, se sente, sente-se bem, sente-se mal, sente inveja, sente compaixão, sente dó, sente dor. Tem gente que até senta de tão sentido que fica. Tem também gente que não sente e pronto. E ponto! Tem gente que quando cala não é porque consente, é porque explicar o inatingível de uma realidade para outra cansa, desgasta, é por demais exaustivo. Dependendo da situação, chega a dar preguiça... então, o melhor mesmo é calar. Mas isto não quer dizer consentir. Quem diz que “quem cala consente” se justifica com a própria incapacidade. Afinal, é quem concorda que consente. Consentir significa aprovar, admitir, permitir, anuir. Sentir, na sua primeira significação denota perceber por meio de qualquer órgão dos sentidos. Portanto, sentir e consentir são respectivamente, emoção e observação. Para que haja consentimento é imprescindível que seja com sentimento. Consentimento é pressuposto para que com sentimento ganhe vida de forma significativa. Um é pré-requisito para que o outro faça sentido, caso contrário, não há consenso. Como os ditados populares nascem de uma situação que lhes foi propiciada, seu alastramento é muito fácil. Em seguida eles florescem generalizados e generalizando, sempre na rabeira dos indivíduos que adaptam suas opiniões aos interesses do momento. Para reverter tal feito faz-se necessário mudanças sociais, econômicas, intelectuais e morais. Isto porque inverter o sentido de algo que já está no inconsciente coletivo de uma sociedade são indispensáveis anos de educação, de História, de muita alegação, argumentos, esclarecimento e exames. O ditado popular age como a piada. Ambos são e estão travestidos de falsa moral e preconceito, mas ainda assim tomam vulto social, misturando-se e aproveitando-se de nossa camaleônica sabedoria popular. E nós, brasileiros que temos pouco (ou quase nenhum) hábito de questionar, simplesmente aceitamos. Se uma idéia nos chega pronta, acabada... Pronto, acabou! Nós paramos por aí como se não tivéssemos responsabilidade nenhuma sobre tais fatos e atos. E ainda carregamos conosco o pensamento de que não pensar nos livra de problemas, de soluções que, justamente, clamam para serem pensadas e, em seguida, naturalmente resolvidas. Diante disso, “quem cala consente” só embrutece e enfraquece; medra e intimida o caráter de uma pessoa. Demonstrar sentimento mostra bravura, ousadia, resolução e desembaraço. “Quem cala consente” precisa urgentemente ser revisado. Sempre sem papas na língua!

6 comentários:

  1. Temos um orgulho imenso pelo seu blog está no ar, com ele tudo mudou muita gente se informa melhor e com verdade, sem mentiras, como em outros blog's parabens pra vc Val e seu suporte Técnico, Deveria colocar alguma postagem em homenagem a ele pois ele fez seu blog como se fosse um site . Pois até hoje é o melhor blog que já entrei.

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  2. Val, vc não tem vergonha de discordar de um ditado tão eloquente e ensurdecedor para o seu perfil, inclusive se auto elogiando. sei que este comentario não irá ser publicado, pois ja postei outros e não o foi, tome vergonha de mentir tanto, ainda mais com estas palavras oriundas de dicionários ultrapassados, pífias medíocre tal qual postagens cópias de noticias obvias lidas, vistas e ouvidas em outros meios de comunicação. Mais ainda a indignação de elogiar um pretenso suporte técnico que não está explicito mas que se auto elogia e ainda pede homenagem ORA NÃO ME ENCHA O SACO COM SUAS LAUDAS INTERMINÁVEIS, CANSATIVAS E ÓBVIAS COMO AS DESTE BLOG. Eu, infelizmente continuo abrindo este, na esperança de descobrir um antigo Val Cabral, um imaginário Val Cabral que parece nunca ter existido quando se intitula de "sem papas na lingua" e enfiou a lingua no buraco de baixo onde sai a papa comida do herário público.

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  3. Liga pro cara aí em cima não Val...
    Deve se tratar de alguma viúva dentre as muitas que esperavam uma boquinha na prefeitura...
    O importante é que vc é importante e o resto é migalha!
    Carlos Santos

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  4. Liga pro cara aí em cima não Val...
    Deve se tratar de alguma viúva dentre as muitas que esperavam uma boquinha na prefeitura...
    O importante é que vc é importante e o resto é migalha!
    Carlos Santos

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  5. Liga pro cara aí em cima não Val...
    Deve se tratar de alguma viúva dentre as muitas que esperavam uma boquinha na prefeitura...
    O importante é que vc é importante e o resto é migalha!
    Carlos Santos

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  6. Negros, brancos, índios, mulatos, pardos e mais outros nomes são atribuídos para pessoas que trazem diferença na cor da pela em relação a outras. Existe até quem chame essa diferença de cor de pele de "raça". O verdadeiro preconceito só terá uma interrupção definitiva quando não existirem mais essas pseudo-diferenças que não trazem para a humanidade nenhum benefício.
    Se existe alguém é considerado de uma "raça" diferente por causa da cor da pele e do cabelo, então deviam ser considerados de outras raças todos aqueles que calçassem um número diferente, e também aquele que fosse mais gordo ou menos gordo do que outros. Na realidade, cada ser humano pertenceria a uma raça, porque todos têm a sua individualidade.
    A verdadeira aparência se encontra dentro do coração de cada indivíduo. Essas nomenclaturas determinadas pela cor da pele, deveriam ser extintas da face da Terra. Dessa forma diminuiriam as diferenças e todos poderiam se conscientizar que entre os homens, só existe uma raça: "A RAÇA HUMANA".

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