CAUTELA É O QUE DEVE CABER PARA OS PREFEITOS - Os novos prefeitos e os reeleitos em outubro, que assumiram a função de governar 417 municípios em toda a Bahia iniciam o mandato em um cenário marcado pela mais forte crise internacional de toda a história depois da industrialização. Desta forma, os gestores devem estar conscientes de que precisam planejar cuidadosamente suas políticas, especialmente nessa época de crise, sob pena de que sejam responsabilizados mais tarde. Os prefeitos precisam ficar atentos a algumas medidas que devem ser adotadas em seu início de administração, para que não percam o controle das finanças e dos prazos e para que encerrem a gestão de forma responsável. Afinal, problemas no início da gestão podem comprometer as prefeituras pelos próximos quatro anos. Agora em fevereiro as despesas de pessoal vão subir em torno de 12,5%, por causa do reajuste do salário mínimo. Com esse aumento corrige automaticamente o valor das aposentadorias e pensões da Previdência Social, a lei do Orçamento Geral da União de 2009 prevê recursos para arcar com as despesas com um piso salarial de até R$465,00. E é bom lembrar que o reajuste do salário mínimo não repercute apenas nos gastos de pessoal das prefeituras, mas atinge também a conta de serviços prestados por terceiros. Assim, tudo o que envolver obras, mão-de-obra e serviços de terceiros acabará sendo corrigido a partir deste mês. Esse conjunto de despesas representa em média 80% das despesas dos governos municipais. “Este reajuste é uma calamidade para os cofres municipais. O governo divulgou queda nas produções do País, em razão da crise, o que interfere nos repasses para os municípios através do FPM. Vai diminuir a receita dos municípios e aumentar a despesa, disse o presidente da UPB, Roberto Maia. Segundo os analistas econômicos o momento é de cautela e não de desespero. Isso porque um conjunto de medidas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jaques Wagner para estimular a atividade econômica ou aumentar a arrecadação, indiretamente ajudará a enfrentar a crise.
As contas externas fecharam 2008 com o recorde deficitário da conta de serviços e rendas de US$ 53 bilhões, puxado especialmente pelas remessas de lucros e dividendos (US$ 33,9 bilhões). O saldo comercial do país continua em queda vertiginosa, fechando o ano em US$ 24,7 bilhões, e agora, no mês de janeiro desse ano, voltamos a apresentar déficit comercial, fato que não ocorria desde 2001. E com esses resultados, o déficit das transações correntes em 2008 saltou para US$ 28,3 bilhões, o que nos levará a uma maior dependência de capitais estrangeiros para fechar o rombo externo.
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