O atleta idoso conhecido como “Vovô Garoto”, é um apaixonado por ciclismo e política. Com livros escritos sobre suas peladas internacionais de milhares de quilômetros percorridos em cima de uma bicicleta e convicções ideológicas conservadoras, ele encasquetou que ainda possui idade (83 anos), intrepidez e abnegação por engajamento partidário, para ajudar idosos a terem melhores condições de vida.
Neste
contexto, “Vovô Garoto” está pretendendo ser candidato a deputado estadual, com
propostas que ele considera importantes e imprescindíveis, para as pessoas
idosas terem condições mais propícias para sua subsistência e direitos, que possam
resultar em maior auto-estima, revigoramento físico, mental e resiliência. “Vovô
Garoto” crer que poderá ter uma candidatura inserida no meio das “cabeças pensantes”
do parlamento e assim influenciar decisões relacionadas aos interesses dos
idosos.
Sua
candidatura em si, já funcionará como instrumento de acesso as autoridades que
elaboram, debates e deferem leis, que podem contribuir para suas ideais serem concretizadas.
Esse fato já justifica ele ter disposição para uma campanha, que fará ser ouvido por candidatos e eleitores,
com condições de fazerem suas propostas acontecerem e entre elas existe a que
criará uma lei de contratação governamental, de cuidadores para idosos que
recebem aposentadoria de salário mínimo.
Isto, porque a questão de idosos
aposentados com salário mínimo não terem condições financeiras para contratar
cuidadores, ser uma realidade complexa na Bahia, que envolve aspectos sociais,
econômicos e de saúde pública, pois suas rendas são insuficiente: a
aposentadoria no valor de um salário mínimo é frequentemente consumida por
despesas básicas como alimentação, moradia, medicamentos e transporte, não
sobrando recursos para serviços adicionais, como cuidadores profissionais.
O custo de um cuidador,
especialmente um profissional certificado, é geralmente muito superior ao que
um aposentado com renda mínima pode arcar, seja para contratação formal (que
envolve encargos trabalhistas) ou mesmo informal. A responsabilidade pelo
cuidado recai, muitas vezes, sobre membros da família, que precisam conciliar
suas próprias atividades profissionais e pessoais com as necessidades do idoso,
gerando sobrecarga física e emocional.
Embora existam iniciativas
públicas que buscam oferecer suporte, como os Centros de Referência de
Assistência Social (CRAS) e os Centros de Convivência de Idosos, que oferecem
atividades e, em alguns casos, suporte básico, eles são sempre insuficientes e
as vezes inacessíveis e tais demandas são surreais no Sistema Único de Saúde
(SUS) que prevê, através da Atenção Domiciliar (AD), o cuidado de pacientes em
casa.
Embora
não pague por um cuidador diretamente, o Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) concede um adicional de 25% na aposentadoria para aposentados por invalidez
que comprovem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa, o que
pode ajudar a custear parte das despesas, mas esse é um benefício que não se
aplica na prática, pois seus valores não correspondem a demanda do mercado de
trabalho dos profissionais cuidadores de idosos. Essa é uma lei do “faz de
conta”, que na prática não é praticada.
A candidatura do “Vovô Garoto”, em parceria com o candidato a deputado federal Robinho, apesentará e buscará debater soluções, que exigirão a mobilização de recursos das políticas públicas sociais e previdenciárias, que sejam mais eficazes para atenderem a essa demanda crescente da população idosa brasileira.
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