A REFORMA ORTOGRÁFICA É PRECONCEITUOSA - É curioso que, num país de não-leitores, exista uma preocupação obsessiva com o "português bem falado e escrito". Nunca houve tanta gente alarmada com os descaminhos da língua portuguesa como há hoje. A mera inobservância de regrinhas gramaticais tolas (como dizer "duzentas gramas" ao invés de "duzentos gramas") é considerada falta imperdoável, suficiente para estigmatizar qualquer falante ou escrevedor da língua. Esse "policiamento lingüístico" (promovido por gente imperita e revistas palpiteiras) é hoje uma forma de preconceito velado do cidadão de classe média (que não se sente à vontade para espezinhar abertamente o pobre, o negro e o nordestino – que, afinal de contas, não falam um português nem melhor nem pior do que ele).
Negros, brancos, índios, mulatos, pardos e mais outros nomes são atribuídos para pessoas que trazem diferença na cor da pela em relação a outras. Existe até quem chame essa diferença de cor de pele de "raça". O verdadeiro preconceito só terá uma interrupção definitiva quando não existirem mais essas pseudo-diferenças que não trazem para a humanidade nenhum benefício.
ResponderExcluirSe existe alguém é considerado de uma "raça" diferente por causa da cor da pele e do cabelo, então deviam ser considerados de outras raças todos aqueles que calçassem um número diferente, e também aquele que fosse mais gordo ou menos gordo do que outros. Na realidade, cada ser humano pertenceria a uma raça, porque todos têm a sua individualidade.
A verdadeira aparência se encontra dentro do coração de cada indivíduo. Essas nomenclaturas determinadas pela cor da pele, deveriam ser extintas da face da Terra. Dessa forma diminuiriam as diferenças e todos poderiam se conscientizar que entre os homens, só existe uma raça: "A RAÇA HUMANA".