Natal Itabuna

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Trief

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10 de fevereiro de 2009

EXAME DE TOQUE RETAL NÃO REDUZ MORTALIDADE – O Instituto Nacional do Câncer-Inca está anunciando, que não existem evidências científicas de que o exame de toque retal ajuda a reduzir a mortalidade causada pelo câncer de próstata. A conclusão foi tirada a partir da análise de dois estudos populacionais - um americano e outro europeu - que investigam o impacto da doença nos homens. "Os estudos compararam dois grupos: um de homens que foram submetidos ao rastreamento por toque retal, e outro formado por homens que não foram submetidos ao exame clínico. Embora o exame tenha ajudado a descobrir alguns casos de tumor em estágio precoce, o resultado aponta que não houve impacto na redução da mortalidade", disse a gerente da Divisão de Gestão da Rede Oncológica do Inca, Ana Ramalho. O comunicado do Inca causou mal-estar na Sociedade Brasileira de Urologia-SBU, que defende o exame de toque retal em homens acima dos 45 anos. "Há muito, o câncer de próstata no Brasil tornou-se questão de saúde pública. Nos últimos 25 anos, houve um aumento de cerca de 95% nos casos de mortalidade causada pela doença. Nos EUA, porém, exames preventivos provocaram uma redução de 4% nos números de óbitos por câncer de próstata na última década", compara o diretor da SBU, Aguinaldo Nardi. Segundo ele, os primeiros sintomas como sangue na urina, necessidade freqüente de urinar e dor só começam a surgir em um estágio mais avançado. "A SBU tem feito o possível para conscientizar os homens da importância do exame de toque retal. É preciso que eles entendam que, na fase inicial da doença, o tratamento é curativo. Mas, em um estágio mais avançado, é apenas paliativo", afirmou. Na opinião de Ana, a melhor forma de prevenir a doença, que por ano tem matado, em média 10 mil brasileiros, é ter um estilo de vida saudável. Ela explica que tabagismo, alimentação rica em gordura, vida sedentária e excesso de peso são os principais fatores de risco para desenvolver o câncer de próstata.

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