Natal Itabuna

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Trief

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10 de fevereiro de 2009

BRASIL VENCE CONFRONTO COM ITALIANOS - O Brasil contou com uma grande atuação no primeiro tempo para vencer a Itália por 2 a 0 no amistoso disputado no Emirates Stadium de Londres, o primeiro duelo entre as duas seleções desde 1997. De quebra, os brasileiros conseguiram desempatar o confronto com os tetracampeões mundiais. O Brasil soma seis vitórias em 13 jogos, enquanto os italianos tem cinco triunfos. A principal novidade na seleção brasileira foi a escalação de Felipe Melo entre os titulares. O estreante atuou como segundo volante, ao lado de Gilberto Silva e fez uma boa partida. Além de Felipe, Dunga escalou outros cinco jogadores que atuam no futebol italiano entre os titulares: Júlio César, Maicon, Juan, Ronaldinho Gaúcho e Adriano. O jogo começou equilibrado, com as duas equipes imprimindo um ritmo forte. A defesa italiana estava bem postada e dava a impressão de que dificultaria a vida dos brasileiros. Os atuais campeões do mundo chegaram a balançar a rede em sua primeira chance. Aos três minutos, Andrea Pirlo fez um lançamento primoroso para o lateral-esquerdo Fabio Grosso. O herói do título mundial de 2006 tocou de primeira, dentro da área, para o fundo do gol. Entretanto, o assistente assinalou impedimento, mesmo com o jogador do Lyon em posição legal na hora do passe de Pirlo. O Brasil passou a mostrar mais ímpeto ofensivo e fez algumas tentativas pelas laterais. A postura mais insinuante surtiu efeito aos 13 minutos. Em jogada rápida, Ronaldinho Gaúcho tocou para Elano, que mandou de calcanhar para Robinho. O atacante devolveu para seu companheiro de Manchester City, que superou a marcação de Legrottaglie e tocou para o fundo da rede. Elano mostrou ter sorte em clássicos na cidade de Londres. Em 2006, marcou duas vezes na vitória de 3 a 0 sobre a Argentina, no mesmo Emirates. A seleção brasileira dominava a partida e, além de atacar mais, fazia um bom papel na marcação, pressionando os italianos em seu campo de defesa. Sem esboçar reação, os tetracampeões mundiais sofreram o segundo gol aos 26. Um atento Robinho roubou a bola de Pirlo na entrada da área, pedalou em frente ao lateral Zambrotta e chutou de esquerda para ampliar para o Brasil. Os comandados de Dunga ficaram perto de ampliar aos 29. O zagueiro Fabio Cannavaro - único remanescente do último encontro entre brasileiros e italianos - derrubou Adriano perto da área. Ronaldinho cobrou com perigo, mas a bola passou por cima do gol. Já aos 33, Maicon recebeu um bom passe de Felipe Melo e chutou rasteiro. Buffon agarrou com segurança. A Itália melhorou e passou a pressionar os brasileiros, abusando do jogo aéreo. No entanto, os campeões não conseguiram criar chances claras. O Brasil, por sua vez, quase ampliou aos 38, quando Elano mandou uma bomba com efeito, que passou perto do travessão. Insatisfeito com a apatia de seu setor ofensivo, Lippi trocou seus dois meias e a dupla de ataque. Em uma das mudanças, tirou Alberto Gilardino e pôs o artilheiro Luca Toni, titular na Copa de 2006 e na Eurocopa de 2008. As mudanças surtiram efeito e a Itália pressionou os brasileiros no início do segundo tempo. Entretanto, a equipe continuava apresentando problemas na conclusão. A reação não lembrou a dos brasileiros no Torneio da França de 1997, em Lyon. Naquela oportunidade, a equipe treinada por Zagallo perdia por 2 a 0 no primeiro tempo, mas reagiu e o jogo terminou empatado em 3 a 3. Os italianos só conseguiram levar perigo aos 19 minutos. Pirlo fez mais um bom lançamento, Toni dominou e tocou para o fundo da rede. O juiz inglês Mark Riley anulou o gol, já que o atacante do Bayern de Munique usou as mãos para dominar a bola. Já aos 23, o meia Simone Perrotta deu uma entrada desleal em Ronaldinho Gaúcho e levou cartão amarelo. Pirlo, destaque positivo e negativo da Itália, deixou o campo aos 29 da etapa final. Lippi pôs em campo Dossena, do Liverpool, que entrou sob vaias. Já aos 31, Zambrotta cometeu uma falta dura em Marcelo, perto do banco brasileiro. Apesar de ter recebido cartão amarelo pelo lance, o italiano levou uma bronca de Dunga, e os dois tiveram uma breve discussão. A partida foi ficando monótona, sem que as duas equipes conseguissem criar chances de gol. Entretanto, aos 36, Toni recebeu na pequena área e tocou de primeira. Júlio César fez uma defesa espetacular, levando o atacante italiano ao desespero. A última boa chance do jogo veio aos 40, em falta cobrada por Ronaldinho. O meia do Milan bateu colocado e Buffon defendeu com dificuldade. O resultado deu vantagem aos brasileiros no confronto com os tetracampeões mundiais. A Itália, no entanto, terá a chance de se vingar em junho, pelo grupo B da Copa das Confederações. O duelo na África do Sul está marcado para o dia 21 de junho, no aniversário de 38 anos da final da Copa de 1970, na qual o Brasil goleou a Itália por 4 a 1.

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