Que saudades do Natal cristão que não vem, que vai desaparecendo, ano após ano... Que saudade de um mundo que acreditava, que era capaz de festejar-se, esperançoso, otimista, feliz, mesmo com todos os problemas, porque sabia com certeza certa da existência de um Deus de amor e bondade – que na plenitude dos tempos, de modo admirável, surpreendente, terno, meigo, poético, de Maria Virgem enviou o seu filho amado a este mundo ferido e cansado.
Que
saudade do presépio, do Menino envolto em faixas, do olhar terno da Virgem Mãe,
dos joelhos dobrados do imaculado e humilde José, da admiração dos pastores,
dos anjos envoltos em luz. Que saudade do boi e do burrico que reconheceram o
seu dono, o seu senhor. Que saudades de um mundo, de uma sociedade que sonhava
e esperava porque acreditava!
Que
Natal frio, vazio, morto e escuro, esse vivido pela sociedade ocidental. Natal
mentiroso, sem Jesus, sem Deus...! Natal de nada, de Papai Noel, de consumo, de
compras e superficialidades... Natal de hipocrisia, de alegria vazia, alegria
por nada, alegria de nada, alegria mundana, tristeza maquiada, lipoaspirada,
fugaz, artificial! Natal pecaminoso, de negação de Deus, de esquecimento do
Mistério, de incapacidade de acolher o Senhor e a ele adorar e a ele obedecer!
Antinatal! Natal dos anticristos!
Que
tristeza, as nossas cidades iluminadas por nada, preparando-se para nada,
esperando uma noite de nada... Como pôde o nosso Ocidente outrora cristão
chegar a este ponto de vazio, de leviandade, de desumanidade? Senhor Jesus,
Santo Emanuel, Deus nascido da Virgem, vem, por piedade! Vem mais uma vez
encher o coração da humanidade! Faze que os cristãos se tornem novamente
cristãos! Dá à tua Igreja – que começaste a desposar com a tua Encarnação – a
graça de redescobrir a simples e pura alegria do santo Natal na surpresa do
Evangelho anunciado, na esperança das profecias proclamadas, no abismo do
Mistério explicado pelo Apóstolo, no cântico dos hinos tão doces, tão ricos,
tão ternos, tão suaves...
Dá-nos
o Natal da tua Eucaristia – carne tua plasmada de Maria Virgem, remédio bendito
contra todas as mortes deste mundo! Olha tua Igreja, olha o teu rebanho, que
neste mundo asfixiante deve proclamar com a boca, com o coração, com a vida,
com a celebração, com a certeza, com a esperança, a realidade do teu bendito
Natal!
Como
outrora tornaste fecundo o seio virginal de Maria, torna fecundos a nossa fé e
o nosso testemunho; como não decepcionaste a esperança de Israel, fortalece
ainda agora a nossa esperança em ti; como foste o consolo e o encanto de José,
tira-nos das dúvidas e incertezas, do marasmo da existência e dá-nos a alegria
simples de crer e esperar em ti; como foste a surpresa dos pastores, enche
nossa vida com a doce certeza de que vieste como nosso Salvador; como
apareceste pura luz para os Magos, sê a Estrela da manhã que nos conduz! Senhor
Menino, Senhor Messias, doce e querido Emanuel! Meu Menino, tesouro do nosso
coração, consolo dos meus dias, dá a todo aquele que se prepara para celebrar
santamente o teu Natal a graça da tua salvação e a consolação da tua presença
bendita!
Vem, querido Jesus! Bem-vindo, santo Jesus! Inflama ainda agora o nosso coração para que neste 2026 ainda haja nos corações cristãos verdadeiros natais! (Edmundo Conrado).
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