Um novo protesto contra a realização da Copa do Mundo em Salvador terminou em confronto entre manifestantes e policiais militares, nesta sexta-feira, 13, no Corredor da Vitória. A confusão começou quando o grupo, de aproximadamente 70 manifestantes (a maioria de jovens black blocs), tentava seguir em direção ao Farol da Barra, onde acontecia a Fifa Fan Fest. Os manifestantes não respeitaram o cordão de isolamento montado no local pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar e continuaram a caminhada, que foi prontamente reprimida com bombas de gás lacrimogênio. O grupo reagiu atirando pedras contra os PMs, que responderam agredindo diversas pessoas. Uma manifestante, que chorava após ver a prisão de um amigo, apanhou, foi xingada e teve o cabelo puxado por um major da Operação Gêmeos. A agressão aconteceu após a mulher insultar PMs. "Fascistas! Covardes!", ela gritava. A vidraçaria da concessionária Honda Imperial foi parcialmente destruída, mas não se sabia se a depredação foi provocada por manifestantes ou por bombas da PM. Alguns carros estacionados na porta do estabelecimento também tiveram vidros quebrados. PRISÕES - Pelo menos 14 adultos e nove adolescentes foram presos e apreendidos. A princípio, os manifestantes detidos foram levados para a 1ª Delegacia Territorial, nos Barris, mas, por conta da participação de menores, tiveram que ser encaminhados à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), em Brotas. Os adolescentes foram ouvidos e liberados, mediante assinatura pelos pais de termo circunstanciado. Até o fechamento desta edição, uma das delegadas do DAI havia informado que os adultos seriam ouvidos e encaminhados para a 1ª DT, nos Barris, junto com o depoimento. Defensores públicos, membros do Coletivo de Advogados Populares, se deslocaram até a delegacia para atuar na defesa dos manifestantes detidos. GÁS - Por conta do gás lacrimogêneo, moradores passaram mal. O almoxarife Mário César, 38 anos, relatou à equipe de A TARDE os momentos de agonia que passou no apartamento. "Não tinha para onde ir, por causa da confusão, e o gás tomou conta do apartamento", reclamou. A sogra de César, de 70 anos, foi a mais prejudicada pelas bombas, tendo que ser amparada por familiares. O major Washington, comandante da Operação Gêmeos, afirmou que o uso do gás lacrimogêneo pela polícia só aconteceu porque os manifestantes atacaram as guarnições com pedras. Já o coronel Nonato, do comando da Polícia Militar, afirmou que existia um acordo para que os manifestantes não deixassem a região do Campo Grande, onde se concentraram desde as 14h. Por Yuri Silva.

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