PENSAR E AGIR ITABUNA PODE DAR CERTO - É interessante notar pelas participações dos internautas que acessam este blog, a percepção da população de Itabuna sobre os problemas que afetam o seu dia-a-dia. O ponto mais importante é que, quando a população tem voz, ela sabe expressar de forma perfeita as suas necessidades cidadãs. A participação popular constante e ininterrupta é a forma moderna de se replanejar e avaliar os resultados da construção da cidade para todos! O cidadão sabe quais são os direitos que lhe estão sendo negados no seu “viver ou consumir a cidade”. É no uso que se faz da cidade – de seus equipamentos e serviços – que se garante ou não o direito cidadão para todos: o Direito à Cidade. Quando defendemos aqui que existem novos direitos urbanos que devem ser agregados aos direitos tradicionais – tais como, inclusão digital, acesso a equipamentos e serviços públicos via internet disponível em infocentros, transparência pública através de meios eletrônicos, garantia de identificação cidadã via cartão digital, e democracia, entre outros – certamente não esquecemos que o caminho para o futuro desejável deve estar alicerçado na garantia presente de atendimento das demandas do passado. E aí o cidadão aponta – com precisão absoluta – que Itabuna carece de uma política estratégica mais vigorosa para enfrentar as questões referentes à manutenção de sua infra-estrutura urbana: as ruas estão com buracos e exigem urgentemente uma política continuada de recapeamento; os terrenos estão abandonados e exigem uma política fiscalizadora eficaz; a limpeza pública está deixando a desejar; a dengue está nos causam internações e mortes e exige rapidez e radicalização no combate ao aede egypti; a insegurança tem encarcerado e apavorado o povo e o governo deve intervir com mais ações, equipamentos e estratégias de enfrentamento da criminalidade e o desemprego atinge a maioria da população e requer captação de novas indústrias, empresas e serviços. São esses os seis problemas mais sentidos pela população itabunense. O custo da “falta de manutenção” é terrível para a cidade, já que compromete a vida futura e a incorporação dos novos direitos urbanos. Coloca-se em debate a sustentabilidade da infra-estrutura urbana: quanto se gasta, hoje, para manter os serviços de pavimentação; quanto se gasta para recuperar a rede de abastecimento de água na cidade, nos bairros mais distantes; quanto se investe em reposição de peças e consertos da frota de veículos públicos; quanto se gasta em procedimentos de controle sobre o solo urbano ou sobre seus proprietários privados; quais são os indicadores públicos utilizados para medir os serviços que foram terceirizados. Ao iniciar um novo governo é bom saber que as pessoas estarão procurando respostas a essas perguntas durante estes próximos quatro anos. Quem sabe as respostas já não estejam nos programas do Capitão Azevedo. Talvez ele já tenha uma forma de trazer para o seu planejamento estratégico cotidiano ou para a sua avaliação estratégica cotidiana a população de nossa cidade, para que ela se transforme em uma cidade para todos! Nada como uma administração diferente das que já passaram por Itabuna, para lavar a alma do cidadão, para fazer com que ele, o cidadão eleitor, ocupe o centro das atenções daquele que governa a cidade. É hora de estabelecer os compromissos públicos com os moradores de Itabuna e os cumprir!
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