GOVERNO INSISTE EM ATRAIR PR E PDT PARA A BASE - Depois de flertar com o PDT, agora o governo do Estado volta à carga para atrair o PR para a sua base de sustentação na Assembleia Legislativa. Ontem o governador Jaques Wagner (PT) declarou à imprensa que as negociações vêm acontecendo, mas que não dependem apenas dele. Com o PR as conversas se arrastam desde o ano passado, mas a resistência do senador César Borges e do deputado Sandro Régis, principalmente, impediu que o partido fechasse com o governo. O apoio do senador César Borges à candidatura do deputado federal ACM Neto (DEM) à prefeitura de Salvador, no ano passado, suspendeu qualquer possibilidade de acordo naquele momento. Porém, devido aos problemas enfrentados com o PMDB na Assembléia Legislativa e a possibilidade do ministro Geddel Vieira Lima sair candidato a governador do Estado, obriga o governo a reforçar a sua base de apoio, principalmente agora com a votação de projetos importantes e a proximidade das eleições de 2010. Embora já conte com o apoio de quatro deputados, ontem o governador Jaques Wagner deixou claro que o PR só teria direito a uma secretaria se as conversas com a direção estadual avançarem de forma satisfatória. O novo líder do partido na Assembléia, deputado Pedro Alcântara, disse que ainda não teve uma conversa com o governador, mas já adota um discurso governista. “Não vamos criar dificuldades para o governador. A situação do País é difícil e com o Estado não é diferente”, argumentou. Alcântara defende que das conversas com o governo pode nascer uma aliança e não concorda com a tese de “independência” como alguns têm defendido. “O argumento de independência é bonito, mas ele não existe. Precisamos definir se somos governo ou oposição”, cobrou. Para ele, as conversas com o governo devem acontecer logo após o Carnaval. “É preciso unificar o partido. Vamos conversar com as bancadas estadual e federal, o senador César Borges e outras lideranças que têm influência no partido”, defendeu. O líder dos republicamos adiantou ainda que “não há condição pré-estabelecida do senador César Borges” sobre a entrada do PR no governo estadual. Com o PDT, a situação parece ter se estagnado. Durante um seminário realizado pelo partido na semana passada, o presidente estadual Severiano Alves se mostrou cético em relação às negociações que vinham acontecendo para que o seu partido se alinhasse com o governo estadual de forma oficial. “Acho que o governo perdeu o interesse. Para nós o assunto está encerrado”, declarou Alves. Wagner, por sua vez, deixou claro ontem que ainda não deu as negociações como encerradas. O deputado Heraldo Rocha (DEM), um dos mais experientes da Assembleia Legislativa, será o novo líder da oposição na Casa. Rocha foi escolhido ontem e assume a vaga que antes era ocupada pelo deputado Gildásio Penedo (DEM). Segundo ele, “a meta é fazer uma oposição serena, ética, e respeitando o direito da maioria”. O novo líder da oposição disse que recebeu a nova missão “com muita responsabilidade, principalmente porque o Gildásio Penedo desempenhou um grande papel na Casa”. Ontem no final da tarde o novo líder fez uma reunião com os parlamentares oposicionistas para definir a sua estratégia de ação. “Faremos uma oposição como o Gildásio foi: com ética, votando nos projetos importantes, mas queremos ser respeitados como oposição. Não vamos aceitar o rolo compressor”, advertiu. Antes Heraldo Rocha era líder da bancada do DEM na Assembléia. Agora, ele cede a vaga para o deputado Misael Neto, filho do ex-prefeito de Juazeiro, Misael Aguilar (PMDB), e um dos parlamentares mais jovens da Assembléia Legislativa. (Evandro Matos).
WAGNER DEVERIA INVESTIR É NA SEGURANÇA PÚBLICA E NÃO QUERER AMPLIAR A QUANTIDADE DE BANDIDOS EM SEU GOVERNO DE DEPLORÁVEL QUALIDADE.
ResponderExcluir