Moradores de rua menosprezados por quem é marajá e bem aquinhoado, com o glamour do poder |
Os números do
empobrecimento em Itabuna assustam. E mesmo sem existir pesquisas e estudos,
com números que possam nos informar a realidade quantitativa desse drama, basta
circular pela cidade pelas madrugadas e se deparar com centenas de pessoas
desabrigadas, abandonadas e alojadas debaixo de marquises. São centenas de
pessoas na condição de morador de rua. O agravamento das crises econômica e
política no País, além de elevar o número de desempregados, fez dobrar o número
da população que vive em situação de total vulnerabilidade social. Desempregados,
alcoólatras, renegados das famílias, adolescentes e crianças formam o
contingente da população invisível. A maioria ocupa as principais praças da
cidade e disputa pratos de comida doados por entidades de caridade. Apesar de
ocuparem lugares públicos, os moradores de rua só são percebidos por
instituições filantrópicas e órgãos públicos que fazem o que podem, mas não
conseguem atender à grande demanda do contingente de necessitados. Alguns dos
moradores de rua passam os dias usando drogas e bebidas alcoólicas. As mais
consumidas são: o crack, maconha, cola de sapateiro e cachaça. A higiene
pessoal e a alimentação chegam através de trabalhos voluntários e de entidades
religiosas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente no blog do Val Cabral.