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Trief

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15 de agosto de 2015

QUEM MATA O CACAU, MATA A MATA


A lavoura do cacau garante a preservação da mata atlântica
A lavoura cacaueira é garantia de sustentabilidade da Mata Atlântica e sua biodiversidade. Os cacauais necessitam das sombras das grandes árvores para se protegerem dos raios solares, que são severamente hostis contra plantas de cacau. Onde há plantio de cacau, existem pés de jaca, banana, abiu, oiti, seringuela e com estas culturas convivem quati, tatu, macucos e macacos. É vasta a relação de elementos da fauna e flora, que vivem em benefício do cacau e para a existência dele. Os rios límpidos de águas claras, as grandes árvores sombrosas e frutíferas e o sustento de famílias inteiras no manejo, são marcas intrínsecas da produção do cacau, que é a essência da fabricação do chocolate. Sem a determinação dos fazendeiros sulbaianos em manter a lavoura do cacau, a Bahia já teria perdido gigantescas áreas férteis para o eucalipto e a cafeicultura. E não teríamos mais a mata atlântica e nem os bichos que a habitam e as bacias hidrográficas que lhe irrigam. Diferentemente do cacau, tanto o eucalipto, quanto o café, necessitam dos raios solares para vingarem. E com isso seus produtores destroem as florestas e tudo o que nela habita. O eucalipto já invadiu quase todo o extremo sul da Bahia e boa parte da região cacaueira já está sendo explorada pela lavoura do café. Isso significa que o cacau está perdendo terreno para plantações prejudiciais a preservação do meio ambiente.

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