| A lavoura do cacau garante a preservação da mata atlântica |
A lavoura cacaueira é garantia de sustentabilidade da Mata Atlântica e sua
biodiversidade. Os cacauais necessitam das sombras das grandes árvores para se
protegerem dos raios solares, que são severamente hostis contra plantas de
cacau. Onde há plantio de cacau, existem pés de jaca, banana, abiu, oiti,
seringuela e com estas culturas convivem quati, tatu, macucos e macacos. É
vasta a relação de elementos da fauna e flora, que vivem em benefício do cacau
e para a existência dele. Os rios límpidos de águas claras, as grandes árvores
sombrosas e frutíferas e o sustento de famílias inteiras no manejo, são marcas
intrínsecas da produção do cacau, que é a essência da fabricação do chocolate.
Sem a determinação dos fazendeiros sulbaianos em manter a lavoura do cacau, a
Bahia já teria perdido gigantescas áreas férteis para o eucalipto e a
cafeicultura. E não teríamos mais a mata atlântica e nem os bichos que a
habitam e as bacias hidrográficas que lhe irrigam. Diferentemente do cacau,
tanto o eucalipto, quanto o café, necessitam dos raios solares para vingarem. E
com isso seus produtores destroem as florestas e tudo o que nela habita. O
eucalipto já invadiu quase todo o extremo sul da Bahia e boa parte da região
cacaueira já está sendo explorada pela lavoura do café. Isso significa que o
cacau está perdendo terreno para plantações prejudiciais a preservação do meio
ambiente.
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