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24 de maio de 2026

O DINHEIRO PÚBLICO É QUEM MAIS DANÇA NO PEDRÃO!

O custo de uma só hora do show de Pablo no Pedrão, daria para bancar 12 salários de dois médicos, com carga horária diária durante um ano inteiro! Sobra circo e falta seriedade!

Os esforços, recursos e prioridades que o prefeito Robério Oliveira (PSD) dedica à realização do Pedrão 2026, que acontecerá entre os dias 1° e 4 de julho no estádio Araujão, deveriam ter igualdade nos serviços de saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Assim a cidade teria felicidade de verdade!

Serão mais de 12 milhões de reais desperdiçados em 4 noites apenas, preterindo um ano inteiro de falta de médicos, medicamentos e equipamentos em postos de saúde; ruas esburacadas e escuras, prédios escolares sucateados e colégios sem professores, porteiros e merendeiras, estradas vicinais intransitáveis e famílias carentes sem ter com quem contar.

O Pedrão integra o calendário oficial de cultura e turismo da cidade, mas soluções para seus problemas e dramas diários não! As dificuldades que os eunapolitanos enfrentam, não estão no calendário oficial dos investimentos e humanização da Prefeitura. Falta dinheiro para cuidar dos enfermos, mas paga-se cachês milionários para atrações sem repertório de forró, xaxado e baião, como é o caso do arrocheiro Pablo.  

            O egocêntrico prefeito Robério, violenta as tradições dos festejos julinos, com a cultura das músicas carnavalescas, sertanejas. O Pedrão acabou com os concursos de quadrilhas, rainha do milho, iguarias típicas, barracões de palha e ruas caracterizadas com adereços, bandeirolas, musicalidade, “pau de sebo”,  quebra pote, corrida de saco, e comercialização local de comidas e bebidas da forrozada: milho cozido, amendoim, paçoca, licores, bolos e quentões!

O Pedrão desvaloriza nossa cultura e pouco contribui para movimentar a economia e gerar oportunidades para geração de renda. Além de excluir do circuito os idosos, adolescentes e pessoas sem condições de recursos para deslocamentos de bairros da periferia, até o Araujão – é um sacrifício exaustivo andar entre o Araujão e bairros como Arnaldão e Juca Rosa!

Haveria maior fortalecimento do comércio, com vendas de tecidos, bandeirolas, fogueiras, adereços e contratações de costureiras para confecções das fantasias dos milhares de integrantes das quadrilhas juninas; barracas e barracões nos bairros, que lucrariam mais com a movimentação oriunda dos ensaios de suas quadrilhas juninas e comercialização de produtos típicos da festa nas calçadas das residências da localidade, que seriam produzidos pelos próprios moradores.

Também haveria mais vagas para ocupações de turistas forrozeiros (mais da metade das vagas hoteleiras em Eunápolis – no período do Pedrão -, são preenchidas pelos membros das bandas, convidados do prefeito e equipes da estrutura da festa). Turistas de festas juninas, não são motivados a saírem de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Brasília e Góias, para participarem de Pedrões com artistas que não possuem repertórios de festas juninas.

Pedrão serve para biriteros, maconheiros, regueiros, roqueiros e arrocheiros se embevecerem e endeusarem o prefeito, que adora ser aplaudido por multidões festeiras e ouvir elogios de artistas beneficiados com as montanhas de cédulas de 200 reais da prefeitura, que faltam nas escolas e postos de saúde!

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