25 de junho de 2017

AS AMARRAS DOS R$ 3,5 BILHÕES DO ERÁRIO PARA BANCAR ELEIÇÕES DE 2018

Com ou sem dinheiro público, a maioria dos políticos permanecerá corrupta
Amarrada com o apoio inicial de presidentes de sete partidos, a proposta de autoria do líder do governo e presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), para criação do fundo parlamentar com estimativa de R$ 3,5 bilhões de recursos públicos para financiar a eleição de 2018. No caso da distribuição do fundo partidário, única forma de financiamento público dos partidos hoje, é usada como regra o número de votos obtidos pelo partido na última eleição de deputado. Pelas novas regras do fundo, serão usadas como referência as bancadas atuais na Câmara e no Senado. Com isso, a fatia do PMDB de Jucá saltaria 46,02% em comparação com a que recebe pelo fundo partidário. Procurado, Jucá disse ontem que o que foi apresentado foi um texto base, para discussão. PT e PSDB — partidos que tendem a ser mais prejudicados — reagiram às possíveis perdas. O ex-líder do petista no Senado, Humberto Costa (PE), adiantou que sua legenda não vai aceitar a fórmula proposta por Jucá: “A referência tem que continuar sendo a bancada da Câmara. É o voto popular, não o majoritário, que deve continuar como parâmetro, como no caso da distribuição do tempo de TV e de recursos do Fundo Partidário. O cálculo não pode ser feito misturando laranja com banana”.

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